


Convenio FENIPE e FATEFINA Promoo dos 300.000 Cursos Grtis Pelo Sistema de Ensino a Distancia - SED
CNPJ  21.221.528/0001-60
Registro Civil das Pessoas Jurdicas n 333 do Livro A-l das Fls. 173/173 v, Fundada em 01 de Janeiro de 1980, Registrada em 27 de Outubro de 1984
Presidente Nacional Reverendo Pr. Gilson Aristeu de Oliveira
Coordenador Geral Pr. Antony Steff Gilson de Oliveira

APOSTILA N. 12/300.000 MIL CURSOS GRATIS EM 69 PAGINAS.

Apostila 12
Estudo Sobre a Escatologia
Parte I
ESPERANA ESCATOLGICA

I -- Que princpios norteiam a pesquisa teolgica?

A) O princpio arquitetnico > revelao = base e eixo da teologia > f objetiva.
B) O princpio hermenutico > interpretao dos aspectos histricos da salvao = produto da razo. Da razo ordinria, que  a universalidade do senso comum; da 
razo filosfica, que produz ordenao; e da razo cientfica, ligada aos fenmenos.

A utilizao de tais princpios possibilitam diferentes verses da revelao. Por que?
Porque o princpio arquitetnico depende do que colocamos como base da estruturao geral de nosso estudo: a graa e a f, no caso de Lutero; a soberania de Deus, 
no caso de Calvino; ou o amor, a justia, a liberdade, etc.? 

E porque o princpio hermenutico depende do uso de uma ou de vrias das mltiplas vises filosficas que podem ser utilizadas como instrumento de interpretao 
da histria da salvao.  por isso que se diz: a ideologia define a hermenutica.
Aqui reside a dificuldade. A revelao  universal e plena, mas toda teologia  transitria, pois reflete um momento de compreenso da revelao e da histria da 
salvao. 

II -- Jrgen Moltmann, telogo da esperana

Depois de uma criativa ruptura com a modernidade, enquanto pensamento, tradio e histria,  necessrio sentir de novo a alegria da esperana escatolgica, para 
compreender a natureza do terreno sobre o qual pisamos.
H um momento de ciso no qual modificou-se, de modo essencial, a concepo do que significa teologia. Esse momento foi assinalado a partir dos anos 60 com a teologia 
da esperana, de Jrgen Moltmann.
Trata-se de uma reflexo prodigiosamente proftica, pois enuncia, no somente a queda do muro de Berlim, mas o processo de aglutinao vivido por alemes, em primeiro 
lugar, por europeus, na seqncia, e agora muito possivelmente por parte da humanidade.  sem dvida, uma das elaboraes mais impressionantes, se entendermos sua 
abordagem epistemolgica. Sugere um campo normativo, a ser percorrido pelos movimentos e comunidades que abririam aguerridamente, a golpes de machado, a senda ps-moderna.
A expresso abordagem epistemolgica no  exagerada. Conforme, Bachelard, "os filsofos justamente conscientes do poder de coordenao das funes espirituais consideram 
suficiente uma mediao deste pensamento coordenado, sem se preocupar muito com o pluralismo e a variedade dos fatos (...). No se  filsofo se no se tomar conscincia, 
num determinado momento da reflexo, da coerncia e da unidade do pensamento, se no se formularem as condies de sntese do saber. E  sempre em funo desta unidade, 
desta sntese, que o filsofo coloca o problema geral do conhecimento". G. Bachelard, Filosofia do Novo Esprito Cientfico, Lisboa, Presena, 1972, pp. 8-9. 

Assim, abordagem epistemolgica, aqui utilizada, refere-se ao projeto teolgico, de herdadas estruturas hegelianas e marxistas, relidas e traduzidas por ele e Ernest 
Bloch.  sobre a questo da identidade histrica, entendida como processo a realizar-se, que recai a crtica da teologia realizada por Moltmann.
Usando a leitura de Roberto Machado, diramos com ele que "a histria arqueolgica nem  evolutiva, nem retrospectiva, nem mesmo recorrente; ela  epistmica; nem 
postula a existncia de um progresso contnuo, nem de um progresso descontnuo; pensa a descontinuidade neutralizando a questo do progresso, o que  possvel na 
medida em que abole a atualidade da cincia como critrio de um saber do passado". Roberto Machado, Cincia e saber. A trajetria arqueolgica de Foucault, Rio de 
Janeiro, Graal, 1982, p. 152. 

 justamente a experincia de viver, enquanto comunidade que se realiza no futuro, que  realada por Moltmann. No nvel antropolgico, trabalha os elementos dessa 
esperana, a partir da qual se produz saber e praxis crist. Suas heranas so translcidas: 

"Por meio de subverter e demolir todas as barreiras -- sejam da religio, da raa, da educao, ou da classe -- a comunidade dos cristos comprova que  a comunidade 
de Cristo. Esta, na realidade, poderia tornar-se a nova marca identificadora da igreja no mundo, por ser composta, no de homens iguais e de mentalidade igual, mas, 
sim, de homens dessemelhantes, e, na realidade, daqueles que tinham sido inimigos... O caminho para este alvo de uma nova comunidade humanista que envolve todas 
as naes e lnguas , porm, um caminho revolucionrio". Jrgen Moltmann, "God in Revolution", em Religion, Revolution and the Future, NY, Scribner, 1969, p. 141. 

Como num laboratrio, o telogo da esperana extrai o fato teolgico de sua contingncia histrica, tratada sob condies de extrema pureza escatolgica. Muito claramente 
afirma a escatologia como essncia da histria da redeno e leva  concluso de que essa mesma essncia seja a expresso maior da ressurreio, enquanto metfora 
da cruz de Cristo. Essa cruz repousa sobre o esvaziamento da desesperana, enquanto praesumptio e desperatio, na relao que mantm com o mundo. 

A teologia, vida crist em movimento, numa permanente autoformao, advm das pulsaes criadoras da prpria esperana, cujo sentido volta-se para ela prpria. Essa 
construo, que se nos apresenta como caleidoscpio, belo, mas aparentemente ilgico, traz em si a fora combinatria do devir cristo. Assim, a teologia de Moltmann 
quebra os grilhes do presente eterno da neo-ortodoxia, e nos oferece um conceito realista da histria, que tem por base um futuro real, lanando dessa maneira as 
bases para uma teologia que responda s reais necessidades do homem ps-moderno. 

"O passado e o futuro no esto dissolvidos num presente eterno. A realidade contm mais do que o presente. Ao desenvolver sua teologia futurista, Moltmann realmente 
tem o peso considervel da histria bblica do lado dele, e faz bom uso dela. (...) Ao enfatizar o futuro, desenvolveu um pensamento bblico legtimo que jazia profundamente 
enterrado na teologia tica e existencial dos sculos XIX e XX". Stanley Gundry, Teologia Contempornea, SP, Mundo Cristo, 1987, p.167. 

A teologia de Moltmann nasce enquanto reao ao existencialismo e absoro do revisionismo de Bloch. A descontruo do marxismo, realizada por esse filsofo, no 
agradou ao mundo comunista, mas estabeleceu uma ponte, diferente daquela da teologia da libertao, entre o hegelianismo de esquerda e o cristianismo. Substituiu 
a dialtica pelo ainda-no, enquanto espao que no est fechado diante de ns, e definiu uma antropologia que no mais est calcada no imprio dos fenmenos econmicos, 
mas na esperana. 

Os escritos filosficos do jovem Marx serviram de ponto de partida para o vo de Bloch. A alienao do homem  um fato inquestionvel, no como determinao econmica, 
mas enquanto determinao ontolgica. Afinal, o universo em que vive  essencialmente incompleto. Mas a importncia do incompleto  que  suceptvel de complemento. 
Por isso, o possvel, o ainda-no, o futuro traduz de fato a realidade. 

Nesse processo esto presentes a subjetividade humana e sua potncia inacabada e permanente em busca de soluo e a mutabilidade do mundo no quadro de suas leis. 
Dessa maneira, o ainda-no do subjetivo e do objetivo  a matriz da esperana e da utopia. A esperana traduz a 
certeza da busca e a utopia nos d as figuras concretas desse possvel. 

Para Bloch, o homem  impelido, assim, ao esforo permanente de transcender a alienao presente, em busca de uma 'ptria de identidade'.  no 'vermelho quente' 
do futuro que est a razo fundamental da existncia humana. 

Nenhum marxista chegou to prximo da escatologia crist! 

"Deus -- enquanto problema do radicalmente novo, do absoluto libertador, do fenmeno da nossa liberdade e do nosso verdadeiro contedo -- torna-senos presente somente 
como um evento opaco, no objetivo, somente como conjunto da obscuridade do omomento vivido e do smbolo no acabado da questo suprema. O que significa que o Deus 
supremo, verdadeiro, desconhecido, superior a todas as outras divindades, revelador de todo o nosso ser, 'vive' desde j, embora ainda no coroado, ainda no objetivado 
(...) Aparece claro e seguro agora que a esperana  exatamente aquilo em que o elemento obscuro vem  luz. Ela tambm imerge no elemento obscuro e participa da 
sua invisibilidade. E como o obscuro e o misterioso esto sempre unidos, a esperana ameaa desaparecer quando algum se avizinha muito dela ou pe em discusso, 
de modo muito presunoso, este elemento obscuro". Ernst Bloch, Geist der Utopie, Franckfurt, 1964, p. 254 in Battista Mondin, Curso de Filosofia, So Paulo, Paulinas, 
1987, vl. 3, pp. 246-7. 

Bloch realiza uma penetrante releitura da cosmoviso judaico-crist. Entende o clamor proftico do mundo bblico e da proclamao crist no como alienao e pio, 
mas como fermentos explosivos de esperana, protestos contra o presente em nome da realidade futuro, a utopia. 

Talvez por isso possamos dizer que nos anos 60, os caminhos de Moltmann e Bloch no apenas cruzaram-se na universidade de Tbingen, mas abriram espao para o mais 
enriquecedor dilogo cristo-marxista que conhecemos. 

 interessante lembrar que em 1968, quando manifestaes estudantis varriam Tbingen, Heidelberg, Mnster e Berlim Ocidental, grande parte dos lderes estudantis 
eram oriundos das faculdades de teologia. Sua Theologie der Hoffnung (Jrgen Moltmann, Teologia della Speranza, Queriniana, Brscia, 1969), publicada no incio da 
dcada na Alemanha, estava na oitava edio, e no ano seguinte, ele lanaria Religion, Revolution and the Future nos Estados Unidos. 

Agora, a partir da escatologia da esperana de Jrgen Moltmann apresentamos um rpido esboo de sermo que tem por base o texto de Apocalipse 22.6-21. 

III -- Fiel  a Palavra

Introduo
1. No Apocalipse, o futuro define o presente.
O Apocalipse inverte a nossa noo de tempo. O futuro modela e estrutura o presente. 

2. Saber como a histria termina nos ajuda a entender como devemos nos encaixar nela, agora. Por isso, j estamos vivendo os ltimos dias. 

3. As vises de Joo mostram a realidade do juzo divino, quando cada um de ns dar conta de sua existncia diante de Deus. Deus recompensar aqueles que, s vezes, 
ao custo de sua prpria vida "guardaram as palavras da profecia deste livro". 

4. Profecia  proclamao da Palavra de Deus. E no Novo Testamento  proclamao das boas novas. 

Trs blocos de textos
10 bloco
Vers. 6 > As palavras so fiis e verdadeiras.
Vers. 7 >  feliz quem guarda as palavras daquilo que  proclamado (profecia) neste livro. 

20 bloco
Vers. 10 > No feche este livro. O futuro  hoje.
Vers. 11 e 12 > O futuro deve definir o que voc faz. E voc dar conta disso. E receber o troco. 

30 bloco
O que Cristo diz queles que obedecem s palavras desse livro?
Vers. 18 > Quem acrescentar = sofrer os flagelos
Vers. 19 > Quem tirar = fica fora. Sem acesso  rvore da vida, fora da cidade santa e sem as benes prometidas no livro. 

Concluso

A Palavra  fiel
Vers. 20 > Jesus, a Palavra que reina, garante: Estou chegando! naiv, 
evvrcomai tacuv.

Parte II

O APOCALIPSE - Estudo 12
"Eis que vem com as nuvens..." 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

O Apocalipse hoje

O inspirador livro do Apocalipse foi escrito, como vimos ao longo de todo o estudo, para dar foras espirituais aos crentes que sofriam a perseguio das autoridades 
polticas, e eram alvo de ataques dos hereges dentro da Igreja dos dias apostlicos.

As vises e suas lies So sete as vises que ocorrem nos seus vinte e dois captulos. Mas a mensagem  a mesma: a Igreja de Jesus Cristo, apesar de sofrer perseguio, 
apesar das tribulaes, do martrio, tem um glorioso destino: A VITRIA! A condenao atingir o sistema deste mundo, e Jesus Cristo reinar para todo o sempre como 
Rei dos reis e Senhor dos senhores! Procuremos, ento, ser prticos, e extrair lies de todo o livro do Apocalipse. Como o livro  formado por vises, sete ao todo, 
um plano adequado para a nossa pesquisa  partir de cada uma.

E por falar em vises...
A primeira viso (1-5)
Seu tema  "Jesus Cristo e a Igreja Militante no mundo e na vida celeste". Apropriadssimo como abertura para todo o livro.

A primeira lio que devemos aprender  que, visto que Jesus Cristo  o comeo e o fim de todas as coisas, o "Alfa e o mega" (1.8), "o autor e consumador da nossa 
f" (Hb 12.2), nossa esperana deve estar unicamente nEle. Ele  o "que vem sobre as nuvens" e Aquele "que todo olho ver" (Ap 1.7). 

Isso significa que  inadmissvel para o discpulo de Jesus abraar qualquer movimento ou idia que no reflita a atitude e a mente de Cristo.  vigiar como se Jesus 
estivesse para retornar a qualquer momento (o que, alis,  verdade), sem facilitar as coisas para o Tentador, aguardando a suprema alegria de louvar o Cristo vitorioso!

Outra importante lio aprendemos nas cartas as igrejas da sia (captulos 2 e 3). Algumas falam de deslealdade,  verdade. Outras, no entanto, mencionam a fraternidade 
e a comunho que existiam ou deveriam existir na comunidade de f que se chama igreja. Voc tem vivido isso? Ou quando cantamos:

"No te irrites mas tolera com amor, com amor.
Tudo sofre, tudo espera pelo amor.
Desavenas e rancores no convm a pecadores,
No convm a pecadores salvos pelo amor."

Ou, ainda, 
Como  precioso, irmo, estar bem junto a ti;
E juntos, lado a lado, andarmos com Jesus,
E expressarmos o amor que um dia Ele nos deu,
Pelo sangue no Calvrio Sua vida trouxe a ns.

Aliana no Senhor eu tenho com voc:
No existem mais barreiras em meu ser.
Eu sou livre pra te amar, pra te aceitar
e para te pedir: "Perdoa-me, irmo";
Eu sou um com voc no amor do nosso Pai,
Somos um no amor de Jesus!

Isso  verdade, ou apenas uma linda figura de linguagem?

As cartas tambm exaltam a pessoa de Jesus Cristo, o Qual concede o dom da vida e compartilha a Sua glria, razo porque est no meio dos candelabros como ressaltam 
os versos 12 e 13 do captulo 1.

Outras preciosas lies esto nas cartas: o cuidado para no perder "o primeiro amor", ou seja, o doutrinamento, o ardor evangelstico, e a j destacada comunho. 
O lugar especial da fidelidade, lealdade e sinceridade  uma questo de honra e de carter do cristo.

Mais uma lio: receber um novo nome  ter o carter restaurado. O nome para o povo hebreu era a personalidade e o carter de algum, era seu carto de visita. Receber 
um novo nome  igual a ter o carter reajustado  luz da graa de Deus (2.17). 

Um evangelho sem compromissos com Jesus Cristo, Cuja mente devemos ter,  insensatez. Cuidado, portanto, com os falsos ensinos (2.20)! Isso significa um compromisso 
total com Cristo, o que se chama tambm testemunho, a confisso pblica de f (3.4), o zelo com o amor entre os irmos na graa de Cristo, significado da palavra 
Filadlfia (cf. 3.7ss), e o culto em esprito e em verdade, abandonado pela igreja de Laodicia (cf. 3.15ss).

A segunda viso: "Os sete selos" (6, 7)
 medida que os selos vo sendo abertos, preciosas lies so ensinadas. Com certeza, a primeira delas  sobre o que acontece quando o Cordeiro de Deus governa. 
Os sete selos apresentam as caractersticas e princpios do governo de Cristo.

Uma das caractersticas  que o Inimigo no descansa. A representao dos quatro cavaleiros com seus coloridos corcis  evidncia do que estamos dizendo. Satans 
no dorme, por isso, no facilita as coisas para o crente. O sofrimento  uma terrvel caracterstica, mas no  maior que a consolao, amparo e abrigo que vm 
do Senhor. O apstolo Paulo expressou muito bem esse fato ao dizer, "tenho para mim que as aflies deste tempo presente no se podem comparar com a glria que em 
ns h de ser revelada" (Rm 8.18), e chamou as aflies de "leve e momentnea tribulao" (leia 2Co 4.17, 18).

A terceira viso: "As sete trombetas" (8-11)
Se a segunda viso  o que acontece quando Cristo reina, a seguinte fala do que acontece quando o Salvador  rejeitado. 

A descrio do que sucede aps o toque das trombetas  tremenda. O evangelho anunciado com zelo e amor pelas vidas fora de Cristo, por isso, perdidas, deve, como 
o livrinho deglutido, nos alimentar, sustentar, nutrir, apesar de ter uma palavra de justia, representada pelo amargo no ventre (leia 10.10b). Esse evangelho comunicado 
aos perdidos, apesar de ser doce na boca,  amargo no ventre. Quando pregamos o evangelho  uma delcia. Particularmente, sinto muito prazer em pregar. Minha esposa 
me recomenda, quando samos de frias, a no levar palet. Com isso, quer me preservar de pregar nas igrejas visitadas, para s descansar. Mas, h tantas igrejas, 
atualmente, nas quais o pastor no usa palet?! Preguei numa igreja pastoreada por um ex-aluno que vai bastante informalmente para o plpito. Fui de traje completo. 
Inusitadamente, o pastor estava tambm de traje completo, e disse que era em homenagem ao ex-professor. Quando entramos no santurio, todo auditrio fez, "U-u-u-u-m-m-m..." 
A igreja no esperava que o seu pastor estivesse formalmente tragado.

O fato  que aprecio pregar, mas a amargura toma conta de mim quando a mensagem  rejeitada, desprezada. Esse  o amargo do evangelho que sente o pregador.
Como trombeta  sinal de aviso, alerta,  voz de comando, mostra a viso a pacincia de Deus no chamado ao arrependimento. Importante lio deste livro.

Ainda as vises
A quarta viso: "A luta contra a trindade satnica" (12, 13)
A pardia da Santssima Trindade  a "trindade satnica", maligna, formada pelo Drago, a Besta e o Falso Profeta (veja 12.3ss; 13.1ss; 16.13). Por essa razo, o 
crente em Jesus Cristo reconhece que enfrenta uma guerra espiritual. Em Efsios 6.12, o apstolo Paulo nos alerta acerca dessa batalha no reino do esprito. O cristo 
 atacado por todos os lados. Na sua vida emocional, por exemplo. 

Tenho visto crente salvo pelo sangue de Jesus arrastando atrs de si uma misria de vida, ansiedade, medo, depresso. No entendo... Uma irm bem idosa numa das 
igrejas que pastoreei pediu-me: "Pastor, fale sobre a morte: tenho muito de morrer". Preparei o sermo, preguei-o, e na despedida do culto,  porta da igreja, ela 
disse: "Muito obrigada pela mensagem, mas ainda estou com medo..." No mais precisamos mais desse tipo de fardo. Isso  guerra,  batalha espiritual, porque dentro 
de ns h uma grande luta. Nosso esprito se torna um verdadeiro campo de batalha. Emoes, feridas (e Satans se aproveita disso...) e o consolo de Deus do outro 
lado. De um lado, O Senhor e Seus exrcitos; do outro, o Inimigo e seus batalhes num campo de batalha que  dentro de ns. 

Fico muito impressionado quando leio a histria da viva da vila de Naim. Tinha apenas um filho que era seu arrimo. E ele morreu, e como  costume no Oriente Prximo, 
levaram o seu corpo num esquife aberto. Vinha o fretro saindo da cidade para sepultar o corpo do moo. No havia nas cidades hebrias cemitrios urbanos, mas sempre 
na periferia. Herdamos isso: o Campo Santo, nosso primeiro cemitrio em Salvador situava-se h 250 anos na periferia. O centro da cidade era o Pelourinho, o Carmo, 
Santo Antnio, o Terreiro de Jesus. O cemitrio estava bem distante do Centro, onde hoje  o bairro da Federao, perto de nosso templo (que  centro de Salvador).

O corpo do jovem estava sendo levado para fora da cidade. Nesse momento, porm, vinha entrando na cidade Jesus, os discpulos, admiradores e curiosos. Encontram-se 
as duas multides. Uma  a morte, outra  a da vida: o exrcito da Morte e o exrcito da Suprema Vida. E o moo foi ressuscitado pelo toque do Salvador. Essa mesma 
batalha em que Jesus restituiu um jovem s lgrimas de sua me  dentro de ns, e est nos captulos 12 e 13 do Apocalipse.  vitria garantida.  sobre isso todo 
o livro do Apocalipse (leia 12.11).

A quinta viso: "Sete flagelos" (14-16)
No verso 13 do captulo 14, h uma linda bem-aventurana que diz, "Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Esprito, para que descansem 
dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham". Conhecemos em geral bem-aventuranas para a vida. O Sermo da Montanha apresenta algumas delas (Mateus 5.3-12): 
"Bem-aventurados os que choram, porque eles sero consolados" (v.4); "bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcanaro misericrdia (v.7); "bem-aventurados 
os pacificadores, porque eles sero chamados filhos de Deus" (v.9). Todas de vida. Porm, bem-aventurana para a morte?! 

Pois ; a diferena  Cristo quem faz. No  simplesmente "bem-aventurados os mortos", e ponto final: , sim, "... que desde agora morrem no Senhor". Cristo  a 
medida de todas as coisas. O filsofo grego Protgoras afirmava que "O homem  a medida de todas as coisas". No , no. S Cristo faz a diferena entre o flagelo 
atingindo o cristo e o amparo e abrigo dos cus. O outro, vive no seu flagelo e na sua dor se no tem Cristo e o Consolador.

A sexta viso: "A destruio do mal" (17-19)
Encontramos na sexta viso outra extraordinria bem-aventurana. Est em 19.9: "Bem-aventurados aqueles que so chamados  ceia das bodas do Cordeiro". Em outras 
palavras, e de modo bem contemporneo,  abenoado quem  chamado para o ch-de-cozinha ou para a recepo do casamento de Jesus e Sua noiva, a Igreja. Sabemos que 
o "Cordeiro"  Jesus Cristo; "bodas"  festa de casamento. Temos um convite assegurado para a recepo do casamento de Cristo com a Igreja. Em alguns convites de 
casamento, vem um cartozinho dizendo que a recepo ser no local X, e  exclusiva de quem recebeu o convite individual. A cerimnia de casamento de Jesus e a Igreja, 
ou seja, Sua Parousia,Segunda Vinda, todos vero. Todos esto convidados. Mas para a recepo, a Ceia, s quem tem nome de Jesus gravado no corao; s quem confessa 
a Jesus como Salvador e Senhor. E l estaremos! E os alicerces da fortaleza do Mal sero abalados, derrubados e destrudos.  a queda da Babilnia (representao 
da malignidade) nos trs captulos citados 17, 18 e 19). 

E para terminar: a stima viso (20-22)
O tema da viso culminante do livro do Apocalipse  "o Juzo e a vitria final". Verificamos que o livro  um crescendo de emoes, de sentimentos, mas,  sobretudo, 
de conhecimento do Cristo revelado.  como um poema sinfnico, um poema em cano. Comea com msica suave, bem leve e vai crescendo cada vez mais e mais, at culminar 
numa exploso de sons, numa arrebatadora sinfonia! Assim  o Apocalipse: vai crescendo e crescendo, falando de dor, sofrimento e perseguies, para da a pouco alertar 
para o julgamento e uma conseqente priso, at que, finalmente, chega a esse clima de vitria ltima! O Apocalipse  um crescendo de emoes, de sentimentos, e, 
ainda mais, de crescimento na graa e no conhecimento do Cristo que se revelou! Suas promessas desde o captulo primeiro tiveram cumprimento ao longo de toda a obra.

A glria da Nova Jerusalm, eterna morada de Deus com os Seus faz lembrar o final do Salmo 23: "certamente que a bondade e a misericrdia (cf. Ap 21.4, 5, 7) me 
seguiro todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias (Ap 21.3)". Que abenoada consolao saber que no haver mais dor, nem morte, 
nem pranto, nem vestgio de uma lgrima sequer porque estamos com o Senhor em permanente comunho!

O verso 20 do ltimo captulo apresenta uma expresso que foi o grito de anseio da Igreja apostlica, como continua a ser a exclamao da Igreja de todos os tempos: 
"MARANATA!!!" Quando dizemos "Maranata", oramos pedindo a volta de Cristo, pois na lngua aramaica, "Vem, Senhor Jesus", significa "Volta, Senhor, para o nosso meio!" 
A orao est em ordem inversa, pois  precedida por um "Amm!". Esse amm veio antecipado porque representa uma afirmao cheia de f e de certeza na promessa que 
Cristo fez: "Certamente cedo venho!" Essa  a graa de Jesus Cristo (leia 22.21), o amor que no merecemos, mas que Ele nos concede e levou-O ao Calvrio. 

LEITURAS SUGERIDAS
CONYERS, A. J. O Fim do Mundo. SP, Mundo Cristo, 1997. Trad. O. Olivetti.

MCALISTER, R. O Apocalipse - uma interpretao. Rio, Carisma, 1983.

PATE, C. Marvin (Org.). As Interpretaes do Apocalipse - 4 pontos de vista. SP, Vida, 2003. Trad. V. Deakins.

SILVA, Mauro Clementino da. Anlise Escatolgica do Apocalipse de Joo. Campo Grande, 1994.

Parte III
O APOCALIPSE - Estudo 11
"Eis que vem com as nuvens..." 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

Um novo padro de vida
Texto Bblico: Apocalipse 20.1-10; 21.1-12; 22.1-5 

A essa altura, j se tem percebido que as vises vieram num verdadeiro crescendo, e foram dirigidas para a vitria eterna de Jesus Cristo. Tudo o que foi dito no 
Apocalipse at este ponto vem demonstrar que Cristo tem domnio absoluto deste mundo: Ele  vencedor! O mundo no est  toa. Pelo que vem acontecendo neste mundo, 
at parece que est ao lu. A Bblia mostra que Jesus Cristo tem o Seu domnio, e Sua eterna vitria  o tema dos restantes captulos do livro.

Viemos registrando e anotando os diversos ttulos de Jesus Cristo: Ele  "o Alfa e o mega", "a Fiel Testemunha", "o Primognito dos mortos", "o Soberano dos reis 
da terra", "o que conserva na mo direita as sete estrelas", "o Cordeiro de Deus" e muitos outros que indicativos do Seu poder e senhorio.

O registro agora  o da priso de Satans, o Juzo Final e a Nova Jerusalm.  quando o Cristo Vitorioso vai estabelecer para sempre o Seu domnio para sempre e 
sempre, ou, para fazer uso da linguagem bblica, "pelos sculos dos sculos". 



Aqui se inicia a stima e ltima viso do livro. Este captulo e, sobretudo, o trecho acima destacado, tem sido considerado como objeto de muito debate. No seu verso 
3, aparece a palavra central nestas discusses.  milnio, que significa um perodo de mil anos. A interpretao do que seja o "milnio" tem dado ocasio a que haja 
muita discusso e muitos artigos e livros sejam escritos por telogos e pseudotelogos.

Tem-se falado  larga sobre pr-milenismo, ps-milenismo e amilenismo, palavras tcnicas que definem determinadas correntes de pensamento teolgico sobre o milnio. 
O pastor Herclio Arandas, veterano e experimentado pastor amigo e ex-ovelha, afirmou no discutir se seria pr-milenista, amilenista ou pr-milenista. Disse ele, 
um tanto jocosa, mas conciliadoramente, que preferia ser "pr-milenista", que dizer, "a favor do milnio". Estes termos no devem ser objeto de preocupao: eles 
no levam para o cu. No  ponto de doutrina, pois no h uma doutrina batista sobre a escola milenarista abraada por algum. Excelentes e lindas personalidades 
crists, batistas e evanglicos de diversas denominaes, santos homens de Deus, devotadas e santas mulheres apiam as diversas posies. No  ponto doutrinrio, 
mas teolgico.

Em pinceladas muito ligeiras explicamos: o pr-milenista admite que uma vinda de Cristo se dar antes da inaugurao do reino que durar mil anos (o milnio), haver 
um perodo de perturbao e finalmente uma terceira vinda de Cristo selar a vitria sobre o mal. Cristo volta, inaugura o milnio. Vamos entender: o pr-milenista 
acha que quando Cristo voltar antes do milnio (da pr = antes), inaugura mil anos de paz quando Ele estar na terra reinando. Depois desse prazo, uma grande batalha 
(a do Armagedon, que se dar no Vale, Har, de Megido Magedon), a vitria de Cristo e o Juzo Final.

O ps-milenista prega que a expanso do evangelho se dar em tal progresso que o milnio se instalar suave e normalmente, aps o que Jesus Cristo voltar. O evangelho 
vai sendo pregado em todo o mundo: na Armnia, na Sibria, na Oceania, na frica, na Amrica Central, etc., e vai tomando conta dos coraes fazendo toda a terra 
entrar no milnio. S depois dos mil anos, Cristo volta, de onde o nome ps-milnio, "depois dos mil anos".

E o amilenista, prega o qu? Pode parecer que os adeptos da corrente amilenista ensinam que no existe o milnio, o que no  real. O amilenista prega que quando 
Jesus venceu Satans na cruz, e mais ainda, na ressurreio, e ascendeu aos cus, o milnio comeou. O milnio, convenhamos,  simblico, porque o reino de Deus 
j est entre ns. Alis, o ensino de Jesus  esse mesmo: "O tempo est cumprido,  chegado o reino de Deus. Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mc 1.15 VIB). 
Como pode ser que Cristo j veio, exerceu Seu ministrio entre a humanidade, venceu a morte, foi vitorioso sobre Satans e no instala o reino? Ensinam, ento, os 
amilenistas que o reino de Deus est estabelecido, o milnio, portanto, comeou. , porm, o que telogos chamam de "j-ainda no", expresso que significa que o 
reino j chegou, mas ainda no est plenamente estabelecido. Cristo est em ns e ns estamos em Cristo. J chegou, Cristo est em nosso meio, pois "onde se acham 
dois ou trs reunidos em meu nome, a estou eu no meio deles" (Mt 18.20). E Cristo  o Rei e o reino, o prprio reino de Deus.

Voc pergunta, se Cristo est entre ns, o reino j est estabelecido, por que ainda sofremos? Porque se passa fome, e h tanta perseguio? Por causa do ainda no. 
Estamos numa tenso no ponto em que os dois reinos esto paralelos:

2 Vinda

Presente sculo ///////////////////////////

///////////////////////// Reino de Deus > 

O "Presente sculo" (reino do maligno) ainda est em operao, afinal, "o mundo inteiro jaz no Maligno", adverte a 1 Carta de Joo 5.19b. Um dia, esse reino do mal 
tem fim:  quando Cristo retornar, permanecendo, eternamente, o reino de Deus. Essa  a pregao amilenista, que entende o "milnio" como um termo simblico como 
outros tantos do Apocalipse, para dizer "plenitude, poderio, senhorio, exaltao plena, estabelecimento geral e total sem barreiras, sem reservas".

Entenda-se, portanto: o amilenista compreende que o nmero 1000  um nmero conceitual, visto que 10  um nmero de altssimo valor espiritual, e 1000, com mais 
propriedade ainda, por ser 10 elevado ao cubo (10). O milnio culminar no definitivo retorno (a Parusia) para arrebatar a Sua Igreja.

A vitria de Cristo sobre Satans deu-se em diversos campos: Jesus o venceu na tentao do deserto. Venceu-o, por sinal, trs vezes. A primeira tentao foi a da 
comida fcil e farta.

"Transforma estas pedras em pes..." (Mt 4.3). Bem que Jesus poderia transformado as pedras em brioches, baguetes, pes de seda, pes crioulos, pezinhos de banquete, 
ou, mesmo, no simples po rabe. Mas nada disso fez porque no iria entrar em acordo com Satans, visto que "nem s de po viver o homem, mas de toda palavra que 
sai da boca de Deus" (Dt 8.3; Mt 4.4).

Veio, ento, a segunda tentao: Satans mostra a cidade de Jerusalm do alto do templo de Herodes. A sugesto  que Jesus salte do alto do templo para que os anjos 
o amparem. Para fundamentar, Satans usa o Salmo 91.11,12. Com isso, Satans quer sugerir que Jesus no precisa passar pelo Calvrio, pois, com esse espetculo pblico, 
veriam que Ele era o prometido Messias. Jesus tambm rechaou Satans.

 o momento da terceira tentao: do alto do monte, Satans lhe mostra as cidades que Mateus chamou de "os reinos do mundo". Que cidades Jesus teria visto do monte 
da tentao? Se o monte foi o hoje denominado "monte da tentao", Ele viu Jeric, que fica bem prximo. Teria visto Jerusalm, Berseba, Betel, Hebrom, Belm. Satans 
diz: "eu lhe dou tudo isso, se voc me adorar de joelhos" (Mt 4.9).  o supra-sumo do abuso satnico, querer que Jesus o adore?! Jesus o pe no seu lugar ao dizer 
"Ao Senhor teu Deus adorars, e s a ele servirs" (Mt 4.10).

Satans foi vencido tambm no Getsmani quando Jesus vendo iminente a cruz, a Sua humanidade falou bem alto. Ele, plenamente humano, tanto quanto ns, chegou a uma 
situao chamada em linguagem mdica de hematidrose, em que a pessoa verte sangue pelos poros. A Bblia registra este fato de tanta angstia que abrigava em Seu 
corao, e Satans podia ter aproveitado aquele momento. Jesus at disse, "Pai, se queres afasta de mim este clice...", "Passe de mim este clice", diz outra traduo 
(Lc 22.42). Mas, passar para quem? A misso de Jesus era precisamente ir para a cruz, morrer por ns para que tenhamos a eterna salvao. E Jesus completou o

pedido, "todavia no se faa a minha vontade, mas a tua", e com isso derrotou o Inimigo! Jesus foi vitorioso sobre Satans na cruz quando parecia estar derrotado, 
e tudo parecia absolutamente perdido. O que veio salvar o mundo, morreu estupidamente naquela horrorosa cruz como um criminoso qualquer?!... Na cruz, no entanto, 
Jesus declarou, "Est consumado" (J 19.30), ou seja "Nada deixei por fazer; tudo est plena e perfeitamente realizado".

Mas, especialmente, Ele o venceu quando ressuscitou na manh do primeiro dia da semana, que por isso, se tornou o "Dia [da ressurreio] do Senhor, o "Dia do Senhor", 
o Dies Dominica, o Domingo!

Foi naquele momento, que o anjo, que tinha na mo a chave do abismo e uma grande corrente, segurou o diabo. Um ex-professor meu do Seminrio Batista do Recife, o 
grande mestre Harald Schaly, dizia que Satans era um enorme cachorro. Imagine um imenso fila brasileiro. Est amarrado numa corrente muito grande: seu campo de 
ao  grande. Se algum entrar onde o co pode pegar, est perdido. Se ficar fora, no pega. Dr. Schaly dizia que Satans  esse cachorro amarrado no abismo.  
chamado, at, de "a antiga serpente" e "o drago". Mas o feio e feroz drago virou lagartixa nas mos do anjo que o prendeu no abismo por mil anos. O que vemos no 
mundo hoje, o "j-ainda no", so os urros de uma fera acorrentada, que no tm comparao com o que pode fazer estando solto, como diz o verso 3, "por um pouco 
de tempo".

Graas Deus, tudo isso vai acabar.  s olhar o que vem depois de Satans preso pelos mil anos: ele  vencido para sempre (v. 10), vem o juzo final (vv. 11-15), 
e d-se a descida da Nova Jerusalm.



Este captulo traz uma encantadora e fascinante descrio da comunho entre Cristo e Seu povo.

Esse  o modo apocalptico de falar de comunho, e como o povo de Deus e o Senhor estaro entrosados e unidos.  quando o Apstolo, continuando a ltima viso, relata 
a descida da nova Jerusalm, a cidade santa, descendo da parte de Deus, gloriosamente iluminada, enfeitada, bonita, como uma noiva no dia do casamento.

A propsito, h viso mais bonita que uma noiva no dia do seu casamento? Nos dias de casamento, no olho tanto para a noiva, mas, sim, para o noivo. Seus olhos brilham 
quando v a noivinha chegando, a face se ilumina. Imagino Jesus Cristo e Sua noiva, a Igreja.

At agora viemos falando de noiva, agora, porm, ocorre o casamento. Entre os hebreus antigos e os rabes, os orientais de modo mais amplo, a situao  interessante. 
Primeiro que a festa no dura s uma noite, mas, no mnimo, sete dias. Era uma semana de cama e mesa de graa. No dia do casamento, havia um cortejo formado pelos 
amigos do noivo que o acompanhavam, e, por outro lado, as companheiras da noiva, com muita msica e danas, e outras expresses festivas (cf. Mt 25.1ss).  o que 
est retratado aqui: a nova Jerusalm vai chegar "adereada como uma noiva ataviada para o seu noivo".

Estamos, ento, chegando ao ponto culminante da histria humana: o Mal vencido e o Bem se estabelecendo de uma vez por todas. Na verdade, a histria fez um crculo 
completo. Com permisso dos professores de histria e de filosofia, a histria no  to linear como parece, mas circular, por isso, faz uma volta completa para 
o tempo inicial de antes do pecado dos primeiros pais. Volta para o tempo quando tudo era pacfico, calmo, sereno, tranqilo, sem malcia, e Deus visitava os habitantes 
do jardim primitivo na "virao do dia"; quando ainda no havia chegado a noite, porm no existia mais o calor e a luz do dia. Era quando havia intensa e profunda 
comunho.

Joo ouviu uma voz que proclamava que o tabernculo (a tenda, a cabana, a casa, a habitao) de Deus estava sendo armado no meio das habitaes dos seres humanos 
(21.3, cf. Joo 1.14). E essa comunho perfeita de Deus conosco, baseada na misericrdia e favor divinos para com os homens e mulheres, afastando, como afasta, todo 
sinal de tristeza, de dor e sofrimento, porque tudo isso faz parte da antiga vida, no da vida em Cristo. Agora, porque estamos em Cristo, "as velhas coisas j passaram, 
e tudo se fez novo" (2Co 5.17). A palavra do que est no trono , por sinal, essa mesmo: "Eis que fao novas todas as coisas" (v. 5).

De agora em diante, no h mais cabimento em falar do Mal. O centro da viso  o Cristo exaltado no Seu trono,  Seu senhorio sobre todas as coisas, Sua autoridade 
e poder nos cus e na terra, Seu consolo e comunho com Seu povo.

A nova Jerusalm (Ap 21.9-22.5) 

O Bem  o Bem, mas o Mal  o travesti do Bem, parece o Bem, mas no o . A Igreja  a noiva de Cristo; a Grande Prostituta  a noiva do Anticristo. De um lado, est 
a Nova Jerusalm, a cidade santa; do outro, Babilnia, a cidade da corrupo, pecado e blasfmias. Outro paralelo , do lado do mal, os cavalos branco, vermelho, 
amarelo e preto, seus cavaleiros e todo o catlogo de maldades, flagelos e desgraas; e da parte do Senhor, toda a consolao, as bnos e a Sua graa e misericrdia.

H uma curiosa arquitetura na Nova Jerusalm. Uma alta muralha com 12 portas com os nomes das tribos de Israel, guardada cada uma por um anjo. 12 eram os fundamentos 
da muralha e sobre eles os nomes dos 12 apstolos. Isso significa que a Igreja de Cristo est fundada sobre a pregao dos profetas, sobre o povo da Antiga Aliana, 
sobre os apstolos e sua pregao, e o povo de Deus da Nova Aliana.

A cidade  quadrangular, sendo que o comprimento, altura e largura so iguais, ou seja, um cubo como o Lugar Santssimo descrito em 1Reis 6.20. E vem a descrio 
dos metais e pedras preciosas: de jaspe, a estrutura; de ouro puro, a cidade. Cada fundamento tem uma pedra preciosa; as portas so prolas; de ouro puro  a praa 
da cidade. Mas no havia necessidade de construir um santurio, porque o El Shadday (Deus Todo-poderoso) e o Cristo so o prprio santurio desta cidade to magnificente.

A iluminao no  fornecida pela COELBA, CELPE, ESCELSA, CEMIG ou pela Light mas sim pela prpria kavod (glria) e pelo Cordeiro de Deus. O abastecimento de gua 
no  da EMBASA, COMPESA ou companhia de abastecimento, mas pelo rio da gua da vida.

Pois ; o crculo est se fechando, porque tudo o que havia no relato inicial da histria teolgica da humanidade voltou.  realmente encantador o relato do que 
nos aguarda! Toda essa linguagem simblica existe porque as palavras humanas so fracas demais para descrever a beleza da santidade de Deus e o novo padro de vida 
que nos aguarda! Por essa razo, o livro termina com um convite: "E o Esprito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha, e quem quiser, 
receba de graa a gua da vida" (22.17), porque essa descrio encantadora no pode ficar fechada, mas tem que ser divulgada, exposta, aberta, colocada diante  
disposio de todos, e a Igreja tinha uma palavra de ordem: Maranata! (v. 20b). Ela quer dizer, "Vem, Senhor; volta, Senhor!" E voc pode, igualmente, dizer isso: 
"Vem, Senhor Jesus, para a minha vida! Toma-me e usa-me!".

Parte IV

O APOCALIPSE - Estudo 10
"Eis que vem com as nuvens..." 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

A Vitria do Bem
Texto Bblico: Apocalipse 17.1-7; 18.1-5; 19.1-9 

A nfase do livro do Apocalipse no  outra seno a vitria do Bem! No esqueamos que Joo, o Vidente, tendo registrado a revelao de Jesus Cristo, estava levando 
o conforto e a esperana de Sua mensagem s sete igrejas da sia, as quais representam toda a Igreja Militante e perseguida de todos os tempos e em todos os lugares. 
 uma mensagem para os cristos caados, aprisionados e vitimados pelo Imprio Romano, e para a chamada Igreja Subterrnea na China comunista,  para a Igreja de 
Cristo em certos pases muulmanos onde a f crist  igualmente hostilizada, e precisa desta mensagem de conforto.

Esta sexta viso, a da mulher montada numa besta, traz uma colorida e real descrio do sistema mpio que domina o mundo. Isso ocorreu no passado, mas ocorre igualmente 
nos dias de hoje. Todo o sistema governamental mpio, maligno, recebe o nome simblico de Babilnia, nome do antigo imprio que governou o Oriente Mdio. Era o Primeiro 
Mundo da poca, era quem dominava poltica e financeiramente o mundo antigo. Foi a Babilnia que tornou Israel submisso, destruiu Jerusalm e levou seu povo em cativeiro 
(587/586 a.C.), onde permaneceu por 70 anos.

Surgiram na Babilnia alguns fatos interessantes e relevantes. O primeiro deles  o enorme senso de dependncia de Deus. J no havia o Beth haMikdash, o Templo; 
no mais havia sacrifcios, razo porque tiveram os exilados que realizar algo novo. Diante de uma situao inusitada, pode-se tomar uma de duas solues: ou algo 
novo  criado ou a pessoa se adapta  situao. Foi o que aconteceu com os judeus na Babilnia. L foi criada a sinagoga (Beth haSefer), j que no havia Templo, 
cuja funo era a da realizao de sacrifcios. S isso.

Assim, passaram a estudar bsica e sistematicamente a Torah. S como referncia presente, as terras da antiga Babilnia hoje so o Iraque e seu entorno.

Que fique na mente o nome destas duas cidades: Babilnia e Jerusalm: so importantes para o restante do nosso estudo. Babilnia, no cdigo do Apocalipse,  a representao 
do mal, do pecado, da imoralidade, de tudo o que afasta de Deus; Jerusalm, por outro lado,  o smbolo do bem, da vida pura, de tudo o que traz para mais perto 
do Criador. Lembrando esse fato, d para entender porque Babilnia, por si, smbolo de tudo o que no presta,  no captulo 17, a "Grande Prostituta".

A Grande Prostituta (Ap 17.1-7)

Na abertura do captulo 12, apareceu uma mulher. Estava gloriosamente vestida de Sol, pisava no tapete que era a Lua, e portava uma coroa de 12 estrelas. Essa mulher 
 a Igreja de Cristo.

Neste captulo 17, aparece outra mulher. Est sentada sobre muitas guas. No esqueamos que "mar, muitas guas"  smbolo de naes. E essa mulher devassa, aqui 
chamada de "a grande prostituta", faz das naes o seu tapete, o que, alis, est dito no verso 15, "Ento o anjo me disse: As guas que viste, onde se assenta a 
prostituta, so povos, multides, lnguas e naes." Enquanto a Igreja de Jesus Cristo  descrita como em glria, vestida de Sol, pisando a Lua e com uma coroa de 
12 estrelas (tudo para dizer que ela  "gloriosa, sem mcula nem ruga nem coisa semelhante", cf. Ef 5. 27), neste captulo , Joo fala de devassido. Ela h de ser 
julgada por prostituio, falta de carter.

O anjo transporta em esprito o apstolo Joo at um deserto. Nele,  encontrada a referida mulher montada numa besta de cor vermelha. Esse monstro se caracterizava 
por ter 7 cabeas e 10 chifres, e estava carregado de blasfmias. A roupa da mulher era de prpura e escarlata (tecidos tingidos de finssima qualidade, de grife, 
diramos hoje), e estava enfeitada com jias de ouro, de prolas e pedras preciosas. Na sua mo, um clice de ouro que continha toda a corrupo e sujeira prprias 
da sua vida devassa e desavergonhada.

Havia um nome escrito na sua testa:

"BABILNIA, A GRANDE, A ME DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAES DA TERRA".

Uma observao  que todas as personagens destes ltimos contextos tm algo escrito na testa. Todos tm um "crach", o carto de visita:

os salvos tm o nome do Cordeiro que lhes trouxe o perdo e salvao;

os mpios tm o nmero 666, a marca da besta;

e a prostituta, Babilnia, a me de todas as corrupes.

A essa altura, a mulher apresenta-se embriagada com o sangue dos mrtires. Tantos irmos nossos foram mortos na Igreja Apostlica porque foram perseguidos, acuados, 
violentados, jogados s feras, enfim, martirizados de mil maneiras, e aqui est Babilnia, a grande prostituta completamente bbada, entorpecida, intoxicada. Joo 
a olha com admirao e espanto, ao que o anjo lhe assegura que ir proclamar todo o mistrio daquela mulher e do monstro que lhe serve de montaria.

No  difcil entender que Joo, fazendo meno da Babilnia, est, na realidade, referindo-se  cidade de Roma. Roma  a capital do imprio do mesmo nome, e feroz 
perseguidora dos crentes em Jesus Cristo. Os crentes quando leram, entenderam que o Vidente falava do Imprio Romano e no da Babilnia poltica e fsica. H evidncias 
que elucidam isso. O verso 9 diz que "as sete cabeas so os sete montes, nos quais a mulher est sentada". Roma est edificada sobre 7 colinas. Precisa dizer mais?

A verdade  que estamos rodeados pela influncia e prticas da Babilnia apocalptica.
Onde h mentira, idolatria, imoralidade, corrupo, deslealdade, traio, a se manifesta o esprito da chamada "Grande Prostituta". Essa tendncia  encontrada 
nas casas dos pobres e nas casas dos ricos, nas escolas, nas bocas-de-fumo, no ambiente poltico, no meio financeiro, no morro, no meio dos traficantes, nos chamados 
"bairros nobres" e nas "invases", nas grandes avenidas, nas praas e, at, ...nas igrejas. O esprito da ganncia, de ganhar por ganhar, de explorar o outro, de 
aproveitar-se da simplicidade de algumas pessoas  tpico desta influncia. 

A queda da Babilnia  anunciada (Ap 18.1-5)

Joo afirma que, na viso, um anjo desceu do cu revestido de autoridade, o que fez a terra se iluminar com a decorrente glria. Este anjo exclama com forte voz: 
"Caiu! Caiu a grande Babilnia e se tornou morada de demnios..." (v. 2ss.) E no contexto do alerta sobre a queda da Grande Prostituta, outra voz foi ouvida do cu, 
ordenando que o povo que se chama pelo Nome do Senhor se retirasse da cidade para que no fosse tido por cmplice nas coisas erradas, nem sofresse inocentemente 
com os flagelos (morte, lamentaes, fome e incndios) que cairiam sobre ela, como realmente, mais adiante, Roma caiu fragorosamente, e a Roma de hoje no  sequer 
um dcimo da Roma do passado.

Quem diria que os antigos imprios do Oriente seriam reduzidos a cinzas? Do Egito dos faras, o que resta so runas e lembranas. Quando se vai do Cairo a Giza 
(Giz) pela estrada que bordeja os canais do rio Nilo, ao se chegar  regio das pirmides, o que se v  algo deslumbrante. As trs grandes pirmides (Quops, Quefrem 
e Miquerinos) so extraordinariamente magnficas. A Grande Pirmide tem altura superior a uns 8 de nosso templo. Para qu? S para abrigar o corpo mumificado de 
um homem, e as riquezas de que precisaria na vida alm, de acordo com sua teologia. Tudo foi roubado e levado para museus da Europa.

Que desprestgio para reis to poderosos como os faras cujas mmias foram contrabandeadas e na identificao das caixas estava escrito "BACALHAU". Assim terminou 
a glria desses imprios. O Egito moderno no representa a potncia de Primeiro Mundo que era o Egito antigo. Lembranas e p.

Da Babilnia dos jardins suspensos (uma das sete maravilhas do mundo antigo), s encontramos igualmente pedras e p. A Roma Imperial, a Roma dos Csares e das injustias, 
caducou, foi esmagada pelas invases brbaras. O que sobrou da Roma Antiga  s para turista matar a curiosidade. Tudo, entretanto, j havia sido antecipado nas 
profecias, como neste captulo 18 do livro do Apocalipse.

Esta profecia coloca dentro do mesmo processo de julgamento "todas as naes", "os reis da terra" e "os mercadores da terra". Quer dizer, todos os que favoreceram 
e se favoreceram da Grande Prostituta so culpados e sero submetidos a rigoroso julgamento. Com essas referncias, percebemos que haver um julgamento especial 
para os que se aproveitaram do poder poltico e do poder econmico para empobrecer e prejudicar os outros, coisa de que todos os dias os jornais do notcia, "E, 
contemplando a fumaa do seu incndio, clamavam: Que cidade  semelhante a esta grande cidade?" (v. 18). A nossa o .

O julgamento no se fez esperar, pois "em uma s hora, foi devastada..." (leia os versos 16-19). Com Deus no se brinca, ou como ensina a Santa Palavra, "De Deus 
no se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso tambm ceifar" (Gl 6.7).

Alegria no cu! (Ap 19.1-9)

 o tema do captulo 19. Os cnticos de louvor so dominantes ao longo de todo o relato. 
Os grupos corais so formados por "uma numerosa multido" (vv. 1-3, 6-8) e pelos "vinte e quatro ancios e os quatro seres viventes" (v. 4). Houve tambm um solista 
annimo (v. 5).
Nessa altura, o anjo profere uma expresso de bem-aventurana dos que so convidados a participar da festa de casamento do Cordeiro (Cristo) e de Sua noiva (a Igreja). 
Joo, de to impressionado e grato pela bno desse culto de ao de graas, ajoelha-se para adorar o anjo, que recusa a homenagem e aponta para Deus, o nico que 
merece o nosso culto e louvor. "Olha, no faas isso! Sou conservo teu e de teus irmos, que tm o testemunho de Jesus. Adora a Deus!", diz ele (v. 10).

Quando, finalmente, a Babilnia cair, a Igreja de Cristo vai se alegrar porque no faz parte do seu malfico, deletrio e pecaminoso sistema. A derrota de Satans 
 um legtimo motivo de satisfao, alegria e louvor a Deus.

Entendamos que esse  o modo como a comunho perfeita com Jesus Cristo se dar de fato. E se o cntico em 19.1 no deixa dvidas sobre a salvao, o poderio, a glria 
e o senhorio serem de Cristo Jesus, ento Deus tem todo o direito de julgar os Seus opositores e blasfemadores.  verdade que os csares (imperadores romanos) haviam 
exigido dos seus sditos reverncia, culto e fidelidade porque a palavra de ordem era "Csar  o senhor!". No entanto, atendendo a uma viso e chamada eternas, a 
lealdade, a adorao e o profundo respeito eram prestados pelos cristos a Jesus Cristo, e elevavam a palavra de ordem, de louvor, e de adorao, "Jesus Cristo  
o Senhor!"

Pois : "Caiu! Caiu a grande Babilnia...!" (18.2b)E dela no se ouve mais, porque "a sua fumaa sobe pelos sculos dos sculos" (19.3b).

Parte V
O APOCALIPSE - Estudo 9
"O significado das sete taas" 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

Texto Bblico: Apocalipse 15.5-8; 16.1-19 

Uma nova perspectiva ser abordada nesta reflexo: so sete taas da ira de Deus, cujos contedos so flagelos, pragas. Joo viu, no cu aberto, o santurio do tabernculo 
do Testemunho (15.5), de onde saram sete anjos portando taas com os mencionados flagelos (v. 6a). 

Nesse ponto, um dos quatro seres viventes de Ap 4.7 deu aos anjos taas de ouro que continham a clera divina. O versculo diz que "O primeiro ser parecia um leo, 
o segundo parecia um boi, o terceiro tinha rosto como de homem, o quarto parecia uma guia em vo" (NVI). Um deles deu aos 7 anjos taas de ouro contendo a clera 
divina. Encheu-se o santurio de uma espessa cortina de fumaa que provinha da glria de Deus. 

A Glria de Deus tanto no Antigo quanto no Novo Testamento apresenta manifestaes variadas. A Glria de Deus tem nome. Diz-se em hebraico, Kavod (dbk); em grego 
 Doxa (doxa). Tanto a Kavod, a Glria Divina, contendo a Shekinah, a Presena Gloriosa de Deus, quanto a Doxa so igualmente essas manifestaes da Presena, da 
Glria, da Majestade e da Soberania de Deus, apresentando em ocasies diversas modos diferentes de manifestao. A Moiss, a Glria divina apresentou-se num arbusto 
que pegava fogo, mas no se consumia (cf. Ex 31-5); ao povo de Israel conduzindo-o  noite no deserto, numa coluna de fogo; durante o dia nesse mesmo deserto, numa 
coluna de nuvens (cf. Ex 13.21); Isaas, no templo, apresentou-se como "a aba de sua veste [que] enchia o templo" (Is 6.1). No esqueamos,  uma viso, e a fumaa 
do incensrio fez Isaas percebe-la como o manto do Senhor no alto e sublime trono. Neste captulo do Apocalipse, temos o mesmo, porm como uma espessa cortina 
de fumaa que vem da Glria divina.

Enquanto os sete flagelos no fossem cumpridos, ningum poderia penetrar no santurio. Isso retrata que j estamos chegando ao Juzo Final. Tenhamos, portanto, na 
mente, que a nfase destes captulos  que o julgamento  uma obra de Deus. 

Primeira fase dos flagelos (Ap 16.1-9)

O primeiro flagelo (vv. 1, 2)
"Ento ouvi uma forte voz que vinha do santurio e dizia aos sete anjos: 'Vo derramar sobre a terra as sete taas da ira de Deus". O primeiro anjo foi e derramou 
a sua taa pela terra, e abriram-se feridas malignas e dolorosas naqueles que tinham a marca da besta e adoravam a sua imagem."

A primeira taa  vertida na terra pelo anjo que a portava. O flagelo nela contido atingiu as pessoas marcadas pela besta (cf. 13.16, 17), de modo que foram cobertas 
por chagas, feridas, machuces terrivelmente dolorosos e lceras malignas.

Esta praga e as trs que a seguem atingem a todos de um modo geral, por serem um ataque ao mundo natural, o mundo dos seres humanos. Jesus est dizendo  Sua Igreja 
que Deus, Justo Juiz, est fazendo justia por conta das perseguies que a Igreja sofre.

Recordemos as tremendas perseguies. Havia perseguio de fora, promovida pelo Imprio Romano, quando os crentes eram perseguidos s pelo fato de colocarem sua 
f em Jesus Cristo, e afirmarem o Seu Senhorio. Num ambiente em que no se admitia esse tipo de pronunciamento, dizer que "Jesus  o Senhor" era um crime de lesa-majestade, 
de lesa-estado, at, porque o imperador, o Csar Augusto (Csar  o ttulo, Augustus porque era considerado "supremo, magnfico, exaltado") era reconhecido como 
um verdadeiro deus. E assim desejava ser dignificado como "O Senhor", "Kaisar Kyrios!!!" ("Csar  o Senhor!!!") exclamavam seus sditos e adoradores. Os cristos, 
porm, reconhecendo o Senhorio de Cristo, afirmavam, "Iesous Kyrios!!!" No! "Jesus  o Senhor!!!" sendo impossvel dividir a adorao.

Havia, com certeza uma grande caada aos crentes. Todos temos ouvido e lido sobre os mrtires dos primeiros momentos do Cristianismo. A Outra Igreja tem transformado 
esses mrtires em pessoas to especiais que esto muito acima de quaisquer outras, e criam, deste modo, erros doutrinrios e de prxis. So colocadas imagens supostamente 
buscando figur-las em nichos e altares, dias so dedicados a esses mrtires, que so muito mais irmos dos cristos evanglicos na f pura e inabalvel em Cristo 
que de outros que se dizendo cristos, acrescentam  crendice e supertio que chamam f (to diferente da emunah, a f, bblica) outras coisas que a Escritura Sagrada 
no privilegia.

O que agora estamos vendo  que os sofrimentos destes crentes esto sendo vingados, pois a ira de Deus cai pesadamente sobre os que fazem a Igreja de Jesus Cristo 
sofrer. Na verdade, o ensino da Escritura Sagrada  que a vingana no  nossa: pertence a Deus (Rm 12.19). Nossa  a esperana nEle. Como diz a Santa Palavra no 
Salmo 146.5: "Como  feliz aquele cujo auxlio  o Deus de Jac, cuja esperana est no Senhor, no seu Deus".

O segundo flagelo (v. 3)

"O segundo anjo derramou a sua taa no mar, e este se transformou em sangue como de um morto, e morreu toda criatura que est no mar."

guas se transformando em sangue: j vimos esse filme. No Egito, pouco antes do xodo hebreu, as guas se tornaram sangue. Tambm este flagelo atinge a natureza, 
e, por extenso, as pessoas e suas circunstncias. Imagine no poder abrir uma torneira porque a gua sai em forma de sangue, nem tirar gua de um poo, nem ir a 
um rio, riacho, lago, colher um pouco de gua fresca na fonte por causa do sangue, no tomar um gostoso banho em nossas lindas praias porque est tudo poludo e 
impuro... O segundo anjo derrama sua taa no mar, que se tornou sangue e morreram peixes, moluscos e animais que o habitam. O simbolismo das guas que se tornam 
sangue  altamente sugestivo para aquelas igrejas da sia Menor (feso, Esmirna, Prgamo, Tiatira, Sardes, Filadlfia, Laodicia). Os seus perseguidores derramavam 
o sangue dos fiis: agora, esto experimentando o mesmo. Est bem esclarecido isso no versculo 6, que menciona o prximo e semelhante flagelo: "pois eles derramaram 
o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes destes sangue para beber, como eles merecem".

O terceiro flagelo (vv. 4-7)

"O terceiro anjo derramou a sua taa nos rios e nas fontes, e eles se transformaram em sangue. Ento ouvi o anjo que tem autoridade sobre as guas dizer: 'Tu s 
justo, tu, o Santo, que s e que eras, porque julgaste estas coisas; pois eles derramaram o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes deste sangue para 
beber, como eles merecem'. E ouvi o altar responder: 'Sim, Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos so os teus juzos".

Derramada a terceira taa nos rios e mananciais, tornaram-se eles em sangue.  uma extenso da segunda taa, examinada acima. E o anjo proclama a justia divina 
que no deixa impune a injustia humana. Mais uma vez, a natureza  atacada pelo flagelo.

O quarto flagelo (vv. 8, 9)

"O quarto anjo derramou a sua taa no sol, e foi dado poder ao sol para queimar os homens com fogo. Estes foram queimados pelo forte calor e amaldioaram o nome 
de Deus, que tem domnio sobre estas pragas; contudo, recusaram arrepender-se e glorific-lo".

Nunca vi tanto calor quanto neste janeiro passado. E para o ano vai ser pior. Parece que o Sol vero a vero fica mais quente?! Na sociedade urbana em que vivemos, 
cada ano mais ruas so asfaltadas e prdios so levantados. A absoro de calor pelo asfalto e pelo concreto  algo incrvel, e essa quentura  jogado em cima de 
todos.

Imagine, ento, essa taa da ira de Deus jogada no Sol. Deus na Sua infinita sabedoria, colocou cada planeta no seu lugar, cada estrela na sua posio. O Sol no 
pode ficar mais distante porque morreramos de frio, nem mais perto, ou seramos esturricados.

Mas imagine Deus colocando o Seu dedo, ou melhor, Sua taa de ira em nossa estrela, o que fez aumentar seu poder de gerar calor: combustvel em cima do Sol. Os seres 
humanos atingidos blasfemaram contra o Criador, em lugar de suplicar piedade, misericrdia, permanecendo, deste modo, impenitentes!

Um modo de martrio muito freqente na poca da Igreja primitiva era a fogueira. Quantos crentes, irmos nossos foram para a fogueira unicamente pelo privilgio 
e a bno de se considerarem pessoas salvas no sangue e no Nome de nosso Senhor Jesus Cristo. E agora temos o Sol como uma verdadeira fogueira em cima dos seus 
carrascos. Com o aumento da intensidade do calor do Sol, os opressores dos cristos receberiam em si mesmos idntico suplcio.

Segunda fase dos flagelos (Ap 16.10-21)

O quinto flagelo (vv. 10, 11)

"O quinto anjo derramou a sua taa sobre o trono da besta, cujo reino ficou em trevas. De tanta agonia, os homens mordiam a prpria lngua, e blasfemavam contra 
o Deus dos cus, por causa das suas dores e das suas feridas; contudo, recusaram arrepender-se das obras que haviam praticado". 

As pragas a partir de agora mudam de alvo. Como  possvel algum passar por tudo isso e no se arrepender?! Passar por tudo o que acima foi experimentado e no 
glorificar o nome do Senhor, e pedir misericrdia e piedade do Senhor? Com certeza, as pragas tm outro alvo. Em vez do mundo natural,  o mundo poltico que as 
recebe.

Este primeiro flagelo da segunda fase foi derramado sobre o trono da besta, sendo que seu reino ficou tomado por trevas. Os homens foram atingidos por lceras e, 
por causa da intensa dor, at mordiam a prpria lngua. Quando se morde a lngua involuntariamente j  doloroso, imagine mord-la porque a ira divina est sobre 
algum... Essa lngua mordida que podia proclamar o Nome do Senhor e dar glrias a Deus, louvar ao Senhor, passou a pronunciar palavres, blasfmias, clamando e 
reclamando contra o Criador.

O sexto flagelo (vv. 12-16)

"O sexto anjo derramou a sua taa sobre o grande rio Eufrates, e secaram-se as suas guas para que fosse preparado o caminho para os reis que vm do Oriente. Ento 
vi sarem da boca do drago, da boca da besta e da boca do falso profeta trs espritos imundos semelhantes a rs.

So espritos de demnios que realizam sinais miraculosos; eles vo aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso. 
'Eis que venho como ladro! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que no ande nu e no seja vista a sua vergonha.' Ento 
os trs espritos os reuniram no lugar que, em hebraico,  chamado Armagedon".

O alvo da sexta taa foi o rio Eufrates (o que passa em Bagd, no Iraque e  despejado no Golfo Prsico). Quando jogada a taa naquele grande rio, ele secou. Isso 
de seca, j conhecemos igualmente. Muitos rios, no nosso serto, ficam completamente secos na poca de estiagem. Mas quando vm as primeiras chuvas, eles enchem, 
e o impressionante  que h vida nesses rios, pois em pouco tempo j esto pululando com peixinhos, camares, e reverdecem as suas margens. A caatinga, ento, parece 
um mar com a sua folhagem verde...

No Oriente Prximo isso de rio seco  histria j contada. O rio seco recebe o nome rabe de uadi (wadi), e ocorre neles o mesmo fenmeno conhecido no serto: s 
primeiras chuvas, enchem-se de gua. Jesus contou uma histria onde falava de um desses uadis, a parbola dos dois alicerces (cf. Mt 7.24-27). O Vidente Joo fala 
do rio Eufrates, um grande rio que se tornou um uadi, para que desse o preparo para os reis que vm do Nascente (v. 12).

Joo presenciou uma coisa horrorosa: saram das bocas do Drago, da Besta e do Falso Profeta espritos imundos que se pareciam com rs. E como na falsa religio, 
como vimos anteriormente, tudo  uma pardia do evangelho de Jesus Cristo, h uma maligna e horrorosa trindade. Falamos em Pai, Filho e Esprito Santo com vistas 
s relaes essenciais da Santssima Trindade, mas agora temos a infernal e Malignssima Trindade formada pelo Drago, a Besta e o Falso Profeta.

Nesta nova praga poltica, quando a besta se v acuada, envia representantes seus para reunirem os que por ela foram seduzidos e esto desorientados. Deste modo, 
a Trindade Maligna vai agir diretamente sobre os que tm poder sobre as naes, os chefes de governo dando-lhes autoridade e poder para a realizao de suas ms 
obras.

O stimo flagelo (Ap 16.17-21)

"O stimo anjo derramou a sua taa no ar, e do santurio saiu uma forte voz que vinha do trono, dizendo: 'Est feito!' Houve, ento, relmpagos, vozes, troves e 
um forte terremoto.

Nunca havia ocorrido um terremoto to forte como esse desde que o homem existe sobre a terra. A grande cidade foi dividida em trs partes, e as cidades das naes 
se desmoronaram. Deus lembrou-se da grande Babilnia e lhe deu o clice do vinho do furor da sua ira. Todas as ilhas fugiram, e as montanhas desapareceram. Caram 
sobre os homens, vindas do cu, enormes pedras de granizo, de cerca de trinta e cinco quilos cada; eles blasfemaram contra Deus por causa do granizo, pois a praga 
foi terrvel".

Como os ltimos flagelos, tambm este ataca o mundo poltico, mas  espalhado pelo ar. Surgem fenmenos atmosfricos como relmpagos, troves e pedras de gelo, e, 
ainda, um tremendssimo terremoto, que fez a grande cidade se dividir em trs partes. Babilnia era o pas, mas era, tambm, o nome da metrpole que se dividiu, 
o que aumentar o horror da cena. Por conta disso, as ilhas fugiram e os montes no mais foram encontrados. J imaginou o leitor se, de repente, a Ilha de Itaparica, 
a Ilha da Mar, a da Madre de Deus e as outras desaparecessem de nossa Baa de Todos os Santos? Foi o que aconteceu. Os montes, as colinas, os outeiros sumiram do 
mapa, tal foi o horror momento.

Em algumas tradues do Apocalipse est dito que cada pedra de gelo pesava um talento. So 35kg. Tem havido chuva de granizo em alguns lugares. So pedras at pequenas, 
mas fazem grande destruio: ferem pessoas, fazem mossas em automveis. So diminutas, mas a fora da queda  to grande que elas causam desastres. Imagine uma pedra 
de 35kg caindo sobre algum...

Chama a nossa ateno a expresso "est feito" encontrada no versculo 17. Esse "est feito!" pode ser colocada em paralelo com o "Est consumado!" de Joo 19.30, 
quando Jesus recebeu o gole de vinagre. "Acabou! Chegou ao fim! A obra est realizada!",  o que est sendo dito. 

Essa  a grande mensagem do Apocalipse. Essa lio no pode sair de nossa mente, e quando ligamos a questo da obra consumada, do que tem acontecido, do que vai 
acontecer, do que Deus nos alerta, sem dvida,  o momento de uma reflexo sria e profunda sobre ns mesmos e nossa circunstncia de vida.

Parte VI
O APOCALIPSE - Estudo 8
"Eis que vem com as nuvens..." 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

Contra as foras do mal
Texto Bblico: Apocalipse 12.1-8; 13.1-18 

O centro de tudo continua a ser a Igreja de Jesus Cristo, suas lutas tanto internas quanto externas, as perseguies que sofre, e a segurana de uma vitria que 
 certa. O livro nos fala sobre luta e vitria. Derrota nunca, mas vitria assegurada! Nesta prxima viso, o conflito entre o Bem e o Mal no cessou e nem vai cessar. 
Ele continua, mas ser retratado com novos smbolos. Surgem o drago e duas bestas: a que vem do mar e a que vem da terra. Por essa razo, precisamos entender os 
cdigos envolvidos.

A mulher e o drago (Ap 12.1-8)

Aqui est uma mulher vestida de glria. Como faltassem ao autor palavras humanas adequadas para descrever o magnfico momento que testemunhava, ou que pudessem retratar 
a belssima viso que estava presenciava, teve de faz-lo deste colorido modo: uma mulher "vestida de glria"; seu vestido  o Sol, o tapete  a Lua, e sua coroa, 
12 estrelas. Que viso magnfica... Tanto era o brilho que ele disse "ela estava vestida de sol". Que extraordinria, linda, magnfica viso diante do Vidente Joo.

Mas ela se encontra em crise, porque em processo de dar  luz a uma criana, e sofre. Conhecemos senhoras que deram  luz um beb de modo absolutamente natural, 
e sem qualquer sofrimento. Mas temos ouvido de processos dolorosos e crticos. Esta mulher da viso apocalptica  a Igreja de Jesus Cristo, que no ensino da Bblia 
Sagrada  uma s, seja na Antiga Aliana ou na Nova Aliana: e a Igreja dos salvos na f. Para uns, no Cristo que viria; para outros, no Cristo que j veio. Afinal, 
Abrao, pai dos israelitas,  chamado na Escritura de "pai dos que crem" (Rm 4.11). A rigor, s existe um povo escolhido por Deus, uma raa eleita e um sacerdcio 
real. O Israel da Antiga Aliana prefigura o Israel da Nova Aliana, que  a Igreja de Cristo, Sua noiva aguardando o retorno do noivo conforme o ensino dos apstolos 
(cf. 2Co 11.2; Ef 5.25-27; Ap 21.2)

Este povo, chamado de Israel de Deus, o remanescente fiel (veja Rm 9.27; 11.5), a Igreja de Cristo, tem sido alvo de desprezo, de escrnio, de perseguio como tem 
acontecido ao longo destes sculos. Mas isso s quando vislumbrado com os olhos humanos. Visto, porm , com o sentimento de Jesus Cristo,  a Sua Igreja, Sua noiva, 
to cheia de glria que merece ser descrita como "mulher vestida de sol com a lua debaixo dos ps e uma coroa de doze estrelas na cabea" (Ap 12.1)

O menino que h de nascer mencionado no verso 5 , segundo muitos especialistas no Apocalipse, o Cristo. No se preocupe com o pensamento lgico ou fora da lgica 
da literatura apocalptica. Pois, se acima est dito que a Igreja  a esposa de Cristo, agora ensina o Apocalipse que a criana prestes a nascer  Ele prprio. Mas 
no deveria ser o contrrio? A linguagem oriental, e mais ainda, a linguagem simblica, emblemtica deste tipo especial de literatura nem sempre segue as regras, 
normas e padres do pensamento ocidental, grego, a que estamos acostumados. A lgica da Revelao  toda outra. O prprio Senhor Jesus Cristo o demonstrou quando 
ao longo do Seu ensino declarou que quem sempre quer ganhar, termina por perder (Mt 19.29). Quem no se importa de tudo abandonar pelo amor de Jesus, recebe o reino 
e o restante. Algum quer ganhar, ganhar, ser o exclusivo, resulta por ser o ltimo, porque a palavra proftica de Jesus Cristo diz que "muitos dos primeiros sero 
ltimos, e muitos dos ltimos, primeiros" (Mt 19.30). Porm, se algum se colocar numa posio de submisso, de humildade, h de ser elevado, porque a lgica do 
evangelho  extremamente diferente da filosfica. No Apocalipse, tambm.  o Cristo que h de nascer pela pregao da Igreja no corao de tanta gente. O fato  
que esta criana "h de reger todas as naes com cetro de ferro", expresso que aparece no Salmo 2.9.

E o drago? (Ap 12.4, 5)

 descrito como gigantesco, vermelho, com 7 cabeas que portam diademas, 10 chifres, e cuja poderosa cauda, golpeando, arrastava um tero das estrelas, que eram 
jogadas  terra. Estava postado em frente da mulher, apenas aguardando que a criana nascesse para devor-la. Ao ser dado  luz o menino, foi este imediatamente 
arrebatado para o trono de Deus, sendo que a mulher, fugindo para o deserto, encontrou um lugar preparado por Deus onde ficaria num perodo de espera.

Um pouco abaixo, no versculo 9, est identificado o drago.  "a antiga serpente, que se chama diabo e Satans, o sedutor de todo o mundo". J  velho conhecido, 
portanto... O texto vai adiante: "foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos". Quer dizer, o que fizera com as estrelas jogando-as para a terra, aconteceu-lhe. 
O grande drago, a velha serpente, virou lagartixa nas mos das tropas celestiais liderandas por Miguel, que tem a patente de arcanjo, e cujo nome, s ele, j fala 
de vitria (Miguel em hebraico significa "Quem pode ser comparado a Deus? Quem  como Deus").

A figura apresentada tem muita fora. Diz o versculo 3 que era "grande, vermelho, com sete cabeas, dez chifres e, nas cabeas, sete diademas". 7 cabeas coroadas 
significam o poderio universal de Satans (leia Ef 2.2; 6.12; Ap 17.9); 10  nmero de plenitude, chifre  autoridade (cf. Ap 17.12; Zc 1.18, 19), diadema (ou coroa) 
, igualmente, smbolo de autoridade.

D para entender a tremenda influncia satnica atuando nos governos, nos palcios, nas administraes, nos Senados, nas Cmaras, na poltica, enfim, na obra deletria, 
perversa, malvada, maligna de destruir os fundamentos e a beleza da obra de Deus, e, sobretudo, de derrubar e derrotar o Seu povo.

Mas no vence, no. Ele prprio  derrubado, derrotado e ouve a proclamao dos cus: "Agora, veio a salvao, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu 
Cristo... festejai,  cus... " (cf. Ap 12.10-12). Perceberam porque Satans faz um ataque to violento ao povo de Deus? 

A besta que vem do mar (Ap 13.1-10)

Todo o captulo 13  sobre esta besta. De onde vem esta palavra? Vem da lngua latina (bestia) e significa "fera". Em nossa linguagem coloquial, tem trplice significado: 
1.

inteligente ("ele  fera (sabido) na matematica"); 2. convencido, orgulhoso ("nunca vi uma pessoa to besta (pedante) como Fulano"); 3. atoleimado ("larga de ser 
besta (bobo, tolo), Sicrano").

O significado bsico deste vocbulo  o de "animal feroz" (h uma modelo de veculo cujo nome  Besta, ou seja, Fera). Este animal feroz agora descrito procede das 
guas do mar. No mais o cenrio da terra, nem o dos cus. No mais o cenrio da mulher vestida gloriosamente de sol, pisando o tapete da lua. Agora  a fera que 
vem do mar. A descrio da fera, que mistura ona, urso, leo e drago mitolgico num s ser, apresenta, mais uma vez, seu poder devorador, sua personalidade e fora 
recheadas de malignidade. Por isso, o design da besta representa, na reunio de vrios animais, a extrema ferocidade..

A descrio  semelhante  anterior: 10 chifres, 7 cabeas, 10 diademas sobre os chifres e uma faixa, como se fosse uma "Miss", com palavres e blasfmias, que  
coisa prpria de Satans. Blasfmia, palavres e improprios, palavras torpes e obscenas, piadas de mau gosto  a pedagogia Satans,  s o que ele sabe ensinar.

Mas no era um drago, e, sim, um leopardo monstruoso, uma monstruosa ona, pois alm de 7 cabeas, tinha ps de urso e boca como a de um leo.

O final do versculo 2 diz qual a sua pretenso, visto que o drago lhe concedera "o seu poder, o seu trono e grande autoridade". Que deseja ela? Domnio e autoridade.

Observe que a situao  extremamente sria, pois se trata de governo, e de governo mundial. Mar representa na linguagem apocalptica as naes do mundo. O animal 
retratado, alis, j fora encontrado no livro de Daniel 7 No verso 2, encontramos o mar (chamado "mar Grande", o Mediterrneo). Nos versos 3 a 7, quatro animais: 
um leo, um urso, um leopardo, e outro no descrito fisicamente, mas apenas com adjetivos como "terrvel, espantoso e forte, com dez chifres". Daniel fala do mesmo 
animal.

Estamos falando de governo mundial. No relato da tentao de Jesus Cristo, que pode ser lido em Lucas 4.1-13, est registrado que o Inimigo ofereceu a Jesus "todos 
os reinos do mundo" dizendo, "Dar-te-ei toda esta autoridade e a glria destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser" (Lc 4.6). O Mestre recusou. 
Jesus Cristo tem Sua glria prpria, no precisa da que  dada por Satans. Mais adiante, Jesus declarou que Seu reino no era nem poderia ser deste mundo (leia 
Jo 18.36), o que faz absoluto sentido porque os reinos do mundo esto sob o controle deste Inimigo-de-nossas-almas.

A besta que vem do mar tambm no ser vitoriosa, como veremos adiante.

A besta que vem da terra (Ap 13.11-18) 

Se a primeira besta representa o poder dos governos com tudo a que tm direito nas manobras polticas, seduo de vidas e engodos diplomticos, a segunda besta, 
"a que vem da terra",  significativa do poder da falsa religio.

A descrio do culto satnico no verso 4  de arrepiar! Observe: "Adoraram o drago, que tinha dado autoridade  besta, e tambm adoraram a besta, dizendo: Quem 
 como a besta? Quem pode guerrear contar ela?"

Que terrvel a exaltao feita  besta: "Quem  semelhante  besta? Quem pode guerrear contra ela?" Todo culto falso  uma pardia, o contrrio do que ensina a Sagrada 
Escritura. E no precisamos ir muito longe: o Candombl resulta num falso culto porque parodia o Culto da Antiga Aliana. Num sacrifcio, o animal dedicado deveria 
ser absolutamente sem mancha, todo branco. No Candombl, o animal oferecido e todo preto. O leo da uno feito com azeite extra-virgem  substitudo pelo azeite 
de dend. Os bolos oferecidos como oferta de paz so substitudos por outras comidas, inclusive pipocas. Pombinhas so substitudas por um galo. Pardia.

Voltemos a ateno para Apocalipse 12.7, onde fala de Miguel. Lembra-se do significado deste nome? "Mi-cha-El?"  a expresso na lngua de Jesus que pergunta j 
com a segurana da resposta implcita: "Quem  semelhante a Deus? "Quem pode pelejar contra Ele?"Aqui, no entanto, a pergunta se torna "Quem  semelhante  besta?"O 
contrrio do Culto divino. Em vez de perguntar, "Quem, Senhor,  igual a Ti? Quem pode ser como Tu s?" Eles perguntavam, "Quem pode ser semelhante a este drago? 
Quem pode ser semelhante a esta fera to maravilhosa e plena de sinais que vem do mar?" O poder da falsa religio, portanto. Isso significa que o culto da besta 
 uma pardia muito mal feita da adorao a Deus Todo-poderoso.

Observe os detalhes da aparncia desta diablica fera:  como um manso e terno cordeirinho. A figura do cordeiro  bblica. O cordeiro dos sacrifcios da Antiga 
Aliana prefigura Cristo, chamado por Joo de "cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo" (veja Jo 1.29; Ap 5.6; 1Pe 1.19; 2.24).

O balido do cordeirinho  suave, e delicado. No entanto, este  diferente: fala como drago (v. 11). Percebeu onde est a mentira? Falsa religio! Sim; porque esse 
crime tem nome: falsidade ideolgica. E Satans e nada mais nada menos que um portador de falsidade ideolgica, e a falsa religio pode at assemelhar-se  adorao, 
prtica, linguagem e liturgia da Igreja de Jesus Cristo. A diferena, no entanto, est na sua essncia: na palavra, porque fala como drago, e no como o Cordeiro 
de Deus. Essa  a m notcia: engana os desavisados, os incautos, os iludidos e os que ficam encantados com qualquer coisa bonita e ruidosa que lhes parea a verdadeira 
religio. E vo atrs, pois qualquer ajuntamento, evento, novidade, modismo, qualquer coisa que aparea que se assemelhe  verdadeira religio e falando at em nome 
da religio h quem v atrs. E mesmo gente de igreja (para no dizer da nossa igreja...)

A boa notcia  que ns no somos enganados porque Jesus Cristo o garantiu. Ele deixou bem claro: "Eu sou o bom pastor; conheo as minhas ovelhas, e elas me conhecem 
a mim" e tambm, "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheo, e elas me seguem" (Jo 10.14, 27).

A religio mentirosa, falsa, no parece querer prejudicar, mas prejudica; no parece ser m, mas o .  somente ver as suas obras:

exerce toda a autoridade da besta que vem do mar (submete-se ao poder governamental, anda "assim" com o governo, o que ele diz, ela faz, no interessa quem est 
no governo, pois ela sempre est junto, v. 12a);

leva as pessoas a adorarem a primeira besta (v. 12b);

opera grandes sinais, seduzindo, deste modo, e enganando as pessoas crdulas e confiantes (vv. 13, 14);

repassa  imagem da besta seu flego para que esta fica animada e fale e ordene que sejam mortos os que no a adorarem (De

us criou o ser humano e deu-lhe o Seu flego, pois Satans fez o mesmo com a besta, v. 15); 
coloca uma marca, tatuagem, sinal ou implante na mo direita ou na testa, a fim de exercer controle sobre a indstria e o comrcio (vv. 16, 17).

O versculo final ensina a calcular o nmero dessa besta:  666. Minha filha me chamou a ateno para um comercial de tintura de cabelos que est passando na TV, 
uma modelo est falando e por trs dela aparece uma caixa com a marca e o nmero da cor que ela est usando [666]. No final do comercial, a modelo declara, mostrando 
o cabelo bem vermelho, "O que estou usando  o 666..." Pai Eterno!... No  outro seno o sinal da besta!

Diz a Escritura que este  o nmero do Anticristo, o nmero de um homem. H quem imagine que o Anticristo deva ser um lder religioso altamente magntico, capaz 
de profundamente influenciar as massas populares. H quem imagine que seja uma organizao religiosa ou o seu cabea e pastor. O texto no identifica quem seja o 
Anticristo, mas diz que o nmero 666  nmero de homem.

Est lembrado de que falamos que o nmero 7 representa algo completo, obra plenamente realizada, plenitude? Se 7  o completo, o realizado, 6  o incompleto, o irrealizado. 
6  o nmero que, por mais que se repita, por mais que se esforce nunca chegar a ser 7. Da a sequncia 6, 6, 6, 6, 6, at o infinito, mas vai ficar nisso: por 
mais que tente, no conseguir ser 7, ou seja, o nmero salvao, da obra consumada na cruz e na ressurreio.

O Anticristo assume muitas formas, mas uma caracterstica bsica permanece: no fala como Jesus, no nos olha como Jesus Cristo, no nos ama como o Salvador, no 
cuida de ns como o Bom Pastor.  falso. Mas glria a Deus que temos um Pastor que cuida de ns, que olha por ns, e at deu Seu sangue para nossa salvao!

Parte VII
O APOCALIPSE - Estudo 7
"Eis que vem com as nuvens..." 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

O livro doce e as duas testemunhas
Texto Bblico: Apocalipse 10.8-10; 11.3-12 

Entre a sexta e a stima trombetas, h uma pausa. O mesmo j havia acontecido entre o sexto e o stimo selos (veja o captulo 7). Temos um padro: entre a sexta 
e a stima trombetas, uma interrupo. O objetivo desta pausa  apresentar a prxima trombeta como sendo de importncia especial,  fazer um suspense dentro do livro 
do Apocalipse.

Troves e livrinho (Ap 10.8-10)

O centro de ateno desta pausa  um livro que est mencionado no verso 2, "Ele [o anjo] segurava um livrinho, que estava aberto em sua mo". Este livro tem algo 
escrito. Que vamos encontrar?

A mensagem deste pequeno captulo (apenas onze versculos)  que, apesar de toda essa violncia, destruio e recusa de receber a graa de Deus, a situao no pode 
nem vai continuar deste modo. Nosso Deus no pode permitir, no vai permitir, e assegura-nos aqui que este estado de coisas no pode continuar desta maneira. Por 
isso, o anjo que, envolvido pela nuvem, havia descido do cu trazendo um livrinho, com o arco-ris sobre a cabea, a face resplandecente como o Sol e as pernas como 
colunas ardendo, de fogo, pe o p direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra, e brada com uma forte voz. Imaginem um gigantesco anjo vindo a nossa cidade, 
e colocando o p direito na Baa de Todos os Santos e o esquerdo sobre a terra, na regio do Comrcio, comea a bradar com uma voz muito forte como se fora um trovo.

Tendo isso acontecido, sete troves falaram, ou seja, a idia de algo grandioso, majestoso e completo. Uma voz vinda do cu disse ao espantado Joo, no exato momento 
quando ia registrar o que havia presenciado, que mantivesse em segredo o que havia ouvido. Fala o anjo e profetiza que no haver demora para que as ltimas coisas 
aconteam.

No parou nessa palavra o que o anjo tinha a dizer, e, ento, recomenda o Vidente a tomar o livrinho que est na sua mo e o comesse. Esse livro tem a qualidade 
de ser doce na boca, porm amargo no estmago. H comprimidos que so docinhos na boca, mas saindo a agradvel camada doce so horrivelmente amargos.  um paralelo 
com o que aconteceu a Joo. A exortao que vem a Joo  que ele profetize a respeito do que h de acontecer a povos, naes e governantes.

Por que o livro apresentava esse contraste: ser doce na boca e amargo no ventre? Sem dvida, d para compreender que o lado doce e suave do livrinho  a salvao 
e seus suavizantes, salutares e curativos efeitos. Realmente, a salvao e algo de mais saboroso que pode acontecer a uma pessoa. Quando algum reconhece Jesus Cristo 
como Salvador pessoal, h uma transformao que o leva a sentir o mundo de um modo suave, absolutamente doce. O lado amargo do evangelho, o lado amargo desse mesmo 
livro, representa a promessa de julgamento nos termos de Joo 3.36, que ensina, "Por isso, quem cr no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantm rebelde 
contra o Filho no ver a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus". No  terrvel? O lado doce  a pregao, por essa razo, eu no me canso de pregar, de anunciar 
que Jesus Cristo  o meu Salvador, que Ele tem salvao suficiente e eficiente para todo aquele que cr. Mas a minha lamentao  por aquele que no cr.  o meu 
lado amargo: sinto uma enorme amargura na boca, no estomago quando verifico que a mensagem do evangelho  tratada levianamente por quem a ouve. Uma mensagem de renovao, 
de eternidade, at. Mas quando recusada, traz ao pregador uma amargura sem dimenso.

Algumas reflexes

 um captulo to pequeno, e, no entanto, apresenta fatos relevantes, como a chamada de Joo e a ordem que ele recebe de pregar o evangelho. Sua vocao est nos 
versos 8 a 10, quando ele  encorajado a comer o livrinho.

Esta figura ("comer a palavra") j havia aparecido na Escritura Sagrada como ocorre em Jeremias 15.16 ("Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas 
so a minha alegria e o meu jbilo, pois perteno a ti, Senhor Deus dos Exrcitos"). O profeta Jeremias j havia experimentado esse mesmo livrinho. Em Ezequiel 3.1-3, 
est dito: "E ele me disse: 'Filho do homem, coma este rolo; depois v falar  nao de Israel'. Eu abri a boca, e ele me deu o rolo para eu comer. E acrescentou: 
'Filho do homem, coma este rolo que estou lhe dando e encha o seu estmago com ele.' Ento eu o comi, e em minha boca era doce como mel". Ezequiel, portanto, menciona 
que havia compartilhado deste mesmo livro, que, sem dvida, todos ns j temos comido, e tem sido doce na nossa boca, a salvao, e amargo no nosso ventre, a recusa 
dessa mesma bno.

O significado  clarssimo: o pregador da mensagem deve experimentar o doce e o amargo da pregao que salva, o lado prazeroso e o sofrimento de pregar o juzo de 
Deus. Como conheceremos a felicidade e a doura de ter os pecados perdoados e da comunho eterna com Cristo, se no absorvermos a Santa Palavra? Como saberemos do 
destino final do mpio, de sua eterna separao de Deus, se no experimentarmos o fel e o gosto de absinto, o amargor dos resultados da mensagem de salvao rechaada?

A outra reflexo tem a ver com a conseqncia de sua chamada. Estamos falando da misso que lhe foi confiada: " necessrio que ainda profetizes a respeito de muitos 
povos, naes, lnguas e reis" (v.11). Jeremias e Ezequiel tambm ouviram comisses como essa (cf. Jr 15.16-18 e Ez 2.9-3.9).

Todos, em todos os lugares, de todas as lnguas, do governante da nao ao mais simples, ao povo comum, todos tm o direito de ouvir a mensagem que salva. Todos, 
em todos os pases, de todos os dialetos e sotaques, do palcio do governo  pessoa mais simples que passa na rua ou se deita nas caladas tm a grave responsabilidade 
de ter a ocasio de dizer "sim" ou dizer "no" ao Deus misericordioso que chama, clama, bate  porta e convida, num gesto de ternura, carinho e graa, que no  
outra coisa seno o amor que no merecemos, mas que Ele nos d.

As duas testemunhas (Ap 11.3-12)

Vem agora a segunda parte do intervalo entre a sexta e a stima trombetas. No podemos, porm, esquecer que a nfase  a urgncia da proclamao. O evangelho que 
pregamos tem regime de urgncia urgentssima, no pode ser retardado, demorado.  a necessidade de arrependimento, de converso, porque Cristo em breve vem. E o 
verso 6 do captulo 10 declara, "J no haver demora".

Os versculos 3 a 6 deste captulo do um retrato da Igreja de Cristo na figura de duas testemunhas, que representam tambm a totalidade da Igreja, a do Antigo Testamento 
e a do Novo Testamento. Como so descritas essas duas testemunhas?

 "Vestidas de pano de saco", smbolo de humildade e arrependimento (v. 3b);

 expelindo fogo pela boca se algum pretender causar-lhes dano;  figura do poder do evangelho (v. 5a);

 tendo autoridade sobre o cu para impedir as chuvas durante a sua pregao, como agente do Todo-Poderoso (v. 6a);

 tendo autoridade sobre as guas para convert-las em sangue, confirmando sua condio de agncia do reino de Deus (v. 6b).

Discute-se muito sobre quem seriam as duas testemunhas. H quem afirme que so Moiss e Elias, at porque ambos exerceram a autoridade de realizar sinais: descer 
fogo do cu, transformar gua em sangue, ou impedir que chovesse.

A verdade  que no  fcil ser testemunha do evangelho de Cristo, razo porque os versos 7 a 9 mencionam que so mortas e expostas  curiosidade do povo. A oposio 
ao evangelho sempre haver, pois, "a besta que surge do abismo pelejar contra elas, e as vencer, e matar" (v.7). Porm, diz a Escritura Sagrada que Deus no permitir 
que nossa alma veja a corrupo, e, deste modo, a gloriosa ressurreio vai acontecer, e o arrebatamento nos levar ao Senhor, como declaram os versos 11 em diante: 
"... um esprito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os ps, ... e as duas testemunhas ouviram...: Subi para aqui. E subiram 
ao cu numa nuvem..."

No podemos deixar de dizer agora: Glria a Deus! A vitria  dEle que no deixar que nossos corpos vejam a corrupo, e seremos arrebatados como as duas testemunhas 
o foram. Passou o segundo "ai!"

Parte IX
O APOCALIPSE - Estudo 6
"As Trombetas" 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

Apocalipse 8.6-13; 9.1-21; 11.15-19

"Ento os sete anjos que tinham as sete trombetas preparam-se para tocar" (Ap 8.6) 

Estes captulos do livro do Apocalipse tratam de oraes e proclamaes. O incenso utilizado no santurio subindo com as oraes dos santos e se unindo s trombetas 
dos 7 anjos.

Por que foram apresentadas estas 7 trombetas? O simbolismo  de fcil identificao: trombetas do comandos, sinais de alerta, chamam a ateno para algo importante 
a ser comunicado. Quando a tropa ouve a corneta, sabe se deve se colocar em posio de sentido ou de descansar. Compreende se deve marchar, debandar ou ir para o 
rancho.

H um caso famosssimo na histria da Bahia que  o episdio envolvendo o soldado chamado Corneta Lopes. Por ocasio da batalha de Piraj, Lopes fez algo inusitado. 
Recebera ordem de tocar "retirada"; no entanto, tocou "avanar e degolar!". A tropa baiana avanou, e a portuguesa debandou. J estava esta ganhando a batalha, mas 
houve um tremendo susto, e com isso os brasileiros venceram a batalha, expulsaram os lusitanos, e deu-se a independncia da nica poro de solo ptrio ainda em 
mos europias. Com isso, surgiu o 2 de julho, data da independncia da Bahia. A rua entre o nosso templo e o Teatro Castro Alves chama-se Travessa Corneta Lopes 
em sua homenagem, o heri que utilizou sua trombeta para elevar o moral das tropas nacionais. 

Em Josu 6.5, Deus anunciou com trombetas o julgamento da mpia cidade de Jeric. O contexto de Nmeros 10.1 e 2 apresenta trombetas convocando o povo para a adorao. 
As trombetas do Apocalipse vo anunciar alguma coisa, e no  coisa boa, a no ser uma delas. So at de assustar. Elas exortavam "Pare! Deixe de fazer o que est 
praticando! Arrependa-se!" Podemos dizer que so instrumentos profticos.

Pragas e trombetas (Ap 8.6-13)

Neste livro, as trombetas trazem mensagens breves e anunciam pragas. E como explica o verso 7, essas pragas destinam-se  natureza. Corresponde  primeira trombeta: 
"saraiva e fogo misturado com sangue". Pedras caindo do cu, fogo e sangue... Ttrico! Como resultado, um tero da terra foi queimado, incluindo rvores e gramados.

Ou, ainda, no caso do alerta da segunda trombeta, uma grande montanha em chamas foi jogada ao mar. Imaginemos que estando aqui em Salvador com esse enorme mar  
frente, de repente, cai uma montanha de fogo na Baa de Todos os Santos matando um tero do que estava no mar: navios petroleiros, barcos de pesca, os ferry boats, 
os lindos navios de cruzeiros que chegam quase diariamente ao nosso porto. Dizem os versos 8 e 9 que um tero da fauna marinha foi dizimada, sendo que navios e barcos 
foram igualmente destrudos (vv. 8, 9).  conveniente recordar que no episdio da primeira praga sobre o Egito, as guas tornaram-se sangue.

Ao tocar a terceira trombeta, caiu uma estrela de fogo. E essa estrela tem nome. Alis, costumam dar nome s estrelas e s constelaes: Cruzeiro do Sul, Co Maior, 
Centauro, Mosca, Tringulo Austral, Orion. A estrela cadente do Apocalipse  chamada de Absinto, palavra que significa "amargor". Ela caiu sobre os rios tornando 
suas guas venenosas, impossveis de serem consumidas e levando pessoas  morte (vv. 10, 11). 

Ao toque da quarta trombeta, estrelas e planetas foram feridos, deixando de haver luz e brilho. Passa, ento, uma guia voando. A guia  uma ave que tem um belssimo 
vo, altaneiro; nas alturas, reina absoluta, tem uma agudeza incrvel de viso: pode ver do alto do seu sereno vo, ver um ratinho no solo, e, ento, desce como 
uma flecha e pega a sua presa. A guia tem um vo muito lindo. Mas esta do Apocalipse passou to triste, e seu grito dolorosamente ecoou como "Ai! Ai! Ai dos que 
moram na terra!", por causa das trombetas que faltam soar.

Essas imagens de desolao e terror visam a chamar a ateno para o fato de que Deus tem o controle de todas as coisas. Isso no  para nos assustar, mas para nos 
deixar satisfeitos e felizes. Nosso Deus  grandioso bastante para ter controle de toda situao. Seja das guas dos rios ou dos oceanos, seja das estrelas, planetas 
no espao sideral. Deus  justo, e vai exercer sobre o mundo Seu juzo para cumprimento do Seu plano com o respectivo e definitivo julgamento sobre os maus, e a 
anunciada e aguardada bem-aventurana, galardo de todos os que crem.

Os Ais (Ap 9.1-21)

Ressoa a quinta trombeta, que , como vimos acima, o primeiro dos "ais!"Vm as lamentaes. Se as pragas das quatro primeiras trombetas foram horrorosas, as trs 
ltimas sero piores.

Quando a trombeta foi tocada, uma estrela portando a chave do abismo caiu do cu  terra e liberou foras satnicas terrveis, tremendas, perigosssimas, simbolizadas 
pelos gafanhotos envoltos em fumaa tal que houve um eclipse do sol. No entanto, essas foras malignas no tm poder de matar: s de atormentar, e, mesmo assim, 
aos que no tm a marca divina (vv. 4, 5). Ai de quem  vtima dessa estrela cada, dos escorpies, das foras satnicas. No  esse o quadro de vida do filho ou 
da filha de Deus, o qual ou a qual tem o selo de qualidade da parte do Deus Eterno, tem Sua guarda, Sua proteo, Seu amor infinito, e est salvo ou salva pelo poder 
do que emana do Calvrio.

 nesse ponto que toca a sexta trombeta (vv. 13 a 21). O rio Eufrates (cf. v. 14), aquele que passa em Bagd, capital do Iraque,  a ltima barreira entre o povo 
de Deus e o sistema perverso deste mundo. Lembrem-se que "Babilnia" no Apocalipse  smbolo de tudo o que  inquo, de tudo o que no presta. O rio  uma barreira 
entre a Terra Santa e o sistema maligno do mundo. Na Bblia, mar, rio, oceano so sempre sinais de separao, distncia entre um povo e Deus, ou uma pessoa e o Criador.

No entanto, a fora maligna est representada por um poderosssimo exrcito de cavalarianos, conforme o simbolismo do verso 16: 200 milhes cavalarianos. Os prprios 
cavalos so de uma descrio amedrontadora: cabeas de leo expelindo fogo, fumaa e enxofre pelas bocas, caudas como serpentes, sendo que essa fumaceira, esse fogo 
e o enxofre vieram a matar 33% das pessoas.

Mas Deus chama ao arrependimento. Ai de quem o ignora! Os versos 20 e 21 deixam claro que a convocao divina  constante e que ignor-la  um terrvel perigo!

A stima trombeta (Ap 11.15-19)

 o ltimo "ai!"  anunciado, no entanto, em termos gloriosos porque trombetas e um grande coro proclamam que "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu 
Cristo, e ele reinar pelos sculos dos sculos". 

H, por acaso, notcia mais feliz? Quer dizer o seguinte: se para o mundo impenitente, o que no se arrepende, perdido, mpio, os primeiros "ais!" amedrontam, para 
a Igreja de Cristo, o ltimo "ai!"  anncio de glria! Destruio para o mundo, vida eterna, porm, para os filhos de Deus! A justia de Deus est feita.

Como tudo ficou diferente a partir deste evento: o santurio celeste foi aberto, a arca da Aliana vista no seu lugar; relmpagos, troves, movimento de terra e 
chuva de saraiva so sinais da grandeza de um Deus que  Todo-Poderoso, o El Shadday, o Deus a Quem servimos!

Parte X
O APOCALIPSE - Estudo 5
"Os Mrtires " 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

Apocalipse 7

"E ouvi o nmero dos que foram selados, e eram 144.000, de todas as tribos dos filhos de Israel" (Ap 7.4) 

H muito debate sobre este texto. Grupos h que fantasiam, at, em torno do nmero dos selados de Israel, os 144.000 aqui mencionados. No entanto, como todos os 
outros nmeros expostos neste admirvel livro, este tambm guarda um profundo simbolismo. Seu valor no  o da cincia exata da matemtica, onde 1 + 1 = 2, e 5 + 
5 = 10. O real valor deste e de outros nmeros no Apocalipse  espiritual e moral. Neste tipo de literatura, nmeros so conceitos, so idias e so pensamentos, 
no o seu valor de face.

Como introduo (vv. 1 - 3)

O captulo 7 do livro do Apocalipse explica que enquanto a Igreja de Cristo estiver no mundo, o juzo final ser adiado. Estes versos introdutrios so interessantes: 
Em cada ponto cardeal, h um anjo. H um no Norte, outro no Sul, e mais dois no Leste e no Oeste. O vento se encontra completamente parado porque os anjos os seguram. 
Vamos imaginar uma tarde de mormao. No h uma qualquer folha se movendo; os coqueiros esto parados, as plantas do jardim no se movem, como se o vento estivesse 
encaixotado com o tremendo calor.  o que temos aqui. Os anjos freiam os ventos e a conseqncia  que as nuvens esto estacionadas, esto l em cima, mas paradas, 
no h ondas no mar e folha alguma da vegetao est se movendo. Sequer h brisa. Parece um filme de fico cientfica.

Surge um anjo do lado oriental trazendo o selo do Deus Vivo. Ele fala aos outros anjos, o do Norte, o do Sul, o do Leste e o do Oeste, e alerta a que no danifiquem 
a natureza at que todos os salvos estejam selados.

Nesse ponto da viso, Joo ouve o nmero dos que sero selados: 144.000.

Quem so os 144.000? (vv. 4 - 8)

 uma pergunta que tem preocupado muitos cristos. Reflitamos pelo lado negativo. O que os 144.000 no representam?

 No so pessoas individuais. Uma seita nascida, por sinal, no ambiente evanglico ensina que so as pessoas que habitaro o cu, enquanto os outros milhes permanecero 
na terra renovada.

Essa leitura literal no tem cabimento porque, a ser verdade, de acordo com o captulo 14.3,4, s iriam para o cu, homens (o texto no fala em mulheres?!), e estes 
homens nem podem ser casados?! So todos meninotes, rapazes e homens virgens. Que tremenda incoerncia!!! Homens casados ou no mais virgens, nem mulheres no iro 
para o cu...

 preciso entender a cincia da Exegese e da Hermenutica que esclarecem o ensinamento da Bblia Sagrada. Quando utilizamos essas cincias, descobrimos que a leitura 
no pode ser linear, direta, literal. A leitura  diferente porque este  um estilo diferente de literatura. Chegamos  concluso que ler linearmente  um despropsito. 
O ensino geral da Palavra de Deus, no entanto,  que essa quantidade representa uma multido incalculvel para a mente e o corao humanos.

 No so as tribos de Israel. Apesar dos versos 4 a 8, numa leitura apressada, darem essa idia, um exame mais detalhado desfar o engano. So 12.000 de cada tribo. 
No entanto, no h meno s tribos de Efraim e de D. No entanto, a tribo de Levi, que no tinha herana entre as outras tribos, est mencionada. Joo tambm faz 
referncia  tribo de Jos, que no existia, e, como relata a Escritura Sagrada, foi representada pelos seus filhos, Manasss e Efraim. 

Finalmente, quem so os 144.000?

No esqueamos algo bsico que  o valor conceitual, moral e espiritual dos nmeros para a interpretao bblica. Portanto,  necessrio dissecar este nmero. 144.000 
 o resultado da operao 12 X 12 X 1000. Nesse pequeno e sugestivo clculo matemtico, temos uma preciosa lio. Estes nmeros so a chave para abrir a porta para 
um belssimo conceito, o do precioso ideal da gloriosa esperana, da habitao eterna e perene com Deus.

12 so as tribos de Israel; 12  o nmero dos apstolos. Significa que as tribos de Israel representam aqui todos os salvos e fiis do Antigo Testamento; os apstolos 
simbolizam todos os fiis e salvos do Novo Testamento. 12 X 12 (144) so todos os fiis da Antiga Aliana e todos os remidos da Nova Aliana, TODOS OS SALVOS, portanto! 
Todos os que foram comprados pelo sacrifcio de Jesus Cristo, resgatados do poder do mal, e que formam a Igreja Vitoriosa e Militante! E os 1000?  103 (dez elevado 
ao cubo), o resultado da operao 10 X 10 X 10. Na linguagem bblica, 10  nmero de altssimo valor e significado porque rene nele o 3 (nmero de Deus) e o 7 (nmero 
da obra completa, da plenitude).

Esse ilustre nmero (o 10) est multiplicado por ele mesmo duas vezes, quer dizer, 10 X 10 X 10, como j foi mencionado.  o nmero de altssima perfeio (10) multiplicado 
pelo nmero de Deus (3). O resultado s pode ser o mximo de bem-aventurana: ter a fronte selada (smbolo de propriedade) por ordem do prprio Deus! (cf. v.3).

Multiplicando o resultado de 12 X 12 (144) pelos 1000 do pargrafo acima temos como resultado 144.000,nmero ideal, representando o conceito de todos os salvos, 
em todos os tempos, de todos os lugares, de todos os quadrantes, de todas as raas, de todas as condies sociais.

A viso dos glorificados (9 - 17)

O trecho final do captulo 7 do livro do Apocalipse apresenta os remidos de Jesus Cristo que, apesar de passarem pela Grande Tribulao, sairo imaculados e ilesos.

O texto diz que a multido era to grande que no podia ser contada. Diz que, mesmo sendo de naes, tribos, povos e lnguas diversas, exclamavam a uma s voz louvando 
a Deus e a Jesus Cristo, o Cordeiro que foi morto, mas vive.

 pergunta de um dos ancios sobre quem so estes de roupas brancas, o prprio Joo responde que so os que passaram pelos sofrimentos dos ltimos dias e lavaram 
suas vestes e suas vidas no sangue purificador de Jesus Cristo, e, agora, j no mais experimentaro dor, lgrimas, fome, angstia ou penria. Esto com Cristo por 
toda a eternidade!

Parte XI
O APOCALIPSE - Estudo 4
"Sete Selos e Suas Surpresas" 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@uol.com.br

Apocalipse 5.1-14; 6.1-7; 8.1-5

"Vi... um anjo forte, bradando com grande voz: Quem  digno de abrir o livro, e lhe romper os selos?" (Ap 5.2) 

Joo viu a porta aberta no cu e as coisas impressionantes que ouviu: uma voz como de trombeta que lhe dizia: "Sobe e eu te mostrarei as coisas que depois destas 
devem acontecer". O que esteve antes destas coisas foram as Cartas s igrejas da sia. Ele viu um trono no cu, e nele Algum assentado. A linguagem bblica O descreve 
como semelhante a uma pedra de jaspe, de sardnio (v. 3). Ao redor do trono um arco-ris que se parecia a uma esmeralda.

Tudo aqui  descrito de modo a chamar a ateno para algo majestoso, grandioso. No  um simples trono, mas um trono onde Quem est assentado tem a aparncia bem 
diversa dos que se sentam em tronos humanos.

24 tronos esto ao seu redor. Neles esto 24 ancios, ou seja, 12 representam as tribos de Israel no Antigo Testamento, 12 representam os apstolos, o Israel da 
Nova Aliana, vestidos de branco, sinal de pureza espiritual, suas cabeas portam coroas de ouro, afinal, "s fiel at a morte e dar-te-ei a coroa da vida"  a promessa 
de uma das cartas. No entanto, essas coroas no esto ali para reverenciar, homenagear, magnificar, exaltar esses ancios no trono. Eles tomam as coroas e depositam 
diante do majestoso trono de Deus.

Diante desse trono ardiam 7 lmpadas de fogo que so os 7 espritos de Deus. Lembrem-se que sempre que a Palavra "fogo" aparece na Escritura, est associada a uma 
manifestao divina: no porto do paraso, uma espada de fogo (Gn 3.24); a manifestao da presena de Deus a shekinah) na sara ardente (Ex 3.2); colunas de fogo 
no deserto  noite (Nm 14.14); no Pentecoste, as lnguas como de fogo (At 2.3); no inferno, um lago de fogo significando a justia de Deus sobre os mpios, injustos 
e pecadores (Ap 20.10), e no o "reinozinho" de Satans, como muitos pensam, pois  a sua priso.

Aparecem tambm 4 seres viventes com olhos por diante e por trs. So monstros? No;  apenas o smbolo de vigilncia perene diante de Deus. Jesus ensinou sobre 
a vigilncia: "vigiai e orai..." (Mt 26.41). Aqui  diferente;  "vigiai e louvai", porque tudo o que fazem, s o que fazem  louvar a Deus (Ap 4.8).

Uma profunda marca da Igreja de Jesus Cristo em todas as pocas  a esperana, a grande virtude crist em todos os tempos. Outro modo do cristo dizer este sentimento 
 usar a expresso "Segunda Vinda de Cristo". Falar de esperana e da Parusia, o Retorno de Cristo,  falar da mesma realidade. Quando celebramos a Ceia do Senhor, 
celebramos a esperana. A instruo que temos  "at que ele venha" (1Co 11.26). Os escritores do Novo Testamento falaram sobre essa abenoada futura realidade como 
o apstolo Paulo que disse, "Damos sempre graas a Deus... por vs, desde que ouvimos da vossa f em Cristo Jesus... por causa da esperana que vos est preservada 
nos cus..." (Cl 1.3-5). E, ainda, "A graa de Deus se manifestou salvadora... educando-nos para que... vivamos... aguardando a bendita esperana e manifestao 
da glria do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tt 2.11-13). Quer dizer, a esperana associada  Segunda Vinda. E, fazendo uma unio entre a Segunda Vinda 
e as presses espirituais e, mesmo, fsicas, exorta o apstolo Paulo, "regozijai-vos na esperana, sede pacientes na tribulao..." 
(Rm 12.12). 

A tribulao vem, e precede a Segunda Vinda de Cristo, razo porque Paulo exorta a que sejamos pacientes aguardando a gloriosa Parousia, que nos vai libertar de 
tudo o mais! H, portanto, uma ntima ligao entre sofrimento e o retorno de Cristo Jesus. Percebe-se com absoluta clareza o carinho de Deus ao conceder  nascente 
e sofredora Igreja do primeiro sculo o livro cheio de encorajamento e de viso da vitria final que  o Apocalipse. Compreende-se o porqu de tantos smbolos, expresses 
cifradas, figuras medonhas, at, retratando a tremenda luta espiritual entre o Bem e a Malignidade.

 nesse ponto que surge um livro fechado; um livro selado. So sete selos, ou seja, bem fechado, completamente fechado. Esse livro guarda um segredo. A propsito, 
para quem gosta de filigranas lingsticas, a palavra "selo" vem da lngua-me latina sigilus, que significa precisamente isso: "segredo, sigilo". 

A viso do livro selado (5.1-14)

O livro visto pelo apstolo Joo estava escrito por dentro e por fora, mas fechado com sete selos. Um mensageiro de Deus fazia uma proclamao que  ao mesmo tempo 
um desafio, levando o vidente a se lamentar porque ningum tinha dignidade bastante para abri-lo e nem sequer para olh-lo. Logo foi tranqilizado por um dos ancios 
do captulo 4 que lhe assegurou que o Cristo Vivo, o Cristo Vitorioso, o Messias Exaltado era absoluta e perfeitamente digno de romper os selos e abrir o livro. 
S Jesus Cristo pode abrir o livro que guarda o segredo.

Nesse ponto da narrativa, Joo v no meio da cena (lembremos a cena: o majestoso trono, os 24 tronos, os 24 ancios, as 4 criaturas com faces de leo, touro, homem 
e guia, um Cordeiro com aspecto de morto que porta 7 chifres, 7 olhos, e, no entanto, estava vivo!... Tem aspecto de morto mas est bem vivo! O Cordeiro tomou o 
livro do que estava no trono, e todos na cena como um grande coro se prostraram em grande reverncia e cantavam a dignidade dAquele que comprou para Deus com Seu 
sangue um povo formado de salvos de todas as tribos, lnguas e naes para faz-los sacerdotes do Deus Vivo! Que cena extraordinariamente maravilhosa! E, assim, 
cantavam: 

"Digno s de tomar o livro,
e de abrir os seus selos, porque foste morto,
e com o teu sangue compraste para Deus
homens de toda tribo, e lngua, e povo e nao.
Para nosso Deus os fizeste reino e sacerdotes
E eles reinaro sobre a terra" (vv. 9, 10).

Se a viso tivesse terminado no acima exposto, j seria o bastante. Mas no foi o que aconteceu, porque bilhes de anjos rodeando o trono celestial cantavam a mesma 
dignidade e honra do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo:

"Digno  o Cordeiro que foi morto,
de receber poder, e riqueza, e sabedoria, e fora,
e honra, e glria, e louvor" (v. 12)

E ainda mais: toda criatura no cu, na terra, debaixo da terra e sobre o mar, tudo louvava o Cristo de Deus com exclamaes de "Amm!" (v. 14).

Que significam os selos? Os quatro primeiros (6.1-8) 

Este trecho fala de um cenrio de guerra. H um convite feito para que Joo presencie a abertura de cada um. Ao se abrir o primeiro selo (vv. 1, 2), surge um cavalo 
branco,portando o seu cavaleiro uma arma: um arco. Recebeu uma coroa e saiu para buscar a vitria a qualquer preo.

O segundo selo (vv. 3, 4) faz aparecer um cavalo vermelho, a cujo cavaleiro foi dada uma espada e a misso de tirar a paz da terra.

O terceiro selo (vv. 5, 6) traz  cena um cavalo preto. Seu cavaleiro tem uma balana na mo.

O ltimo selo (vv. 7, 8) apresenta um cavalo amarelo, Morte  o nome de quem o monta, e est acompanhado pelo Inferno. 

A cena  pesada e apresenta um palco de guerra. O primeiro cavaleiro vem num cavalo branco, o que pode at dar idia de ser o Cristo que vence. No pode ser o Cristo 
vencedor, porque est no contexto de trs outros cavaleiros que s trazem destruio e misria. O mnimo que podemos imaginar  que seja um disfarce para parecer 
o Cristo de Deus. Parece mais ser o ambiente de negociaes, de compra e venda de votos, de toma-l-d-c dos acordos diplomticos (arco  em linguagem bblica o 
smbolo de aliana, de pacto, de contato, de convnio, haja vista, o "arco da aliana", o arco-ris (cf. Gn 9.8-17). A Segunda Guerra contra o Iraque  isso: os 
americanos entraram "vencendo e para vencer". Mas no venceram, porque diariamente morre, no mnimo, um militar americano. E at gente nossa que foi para l em nome 
da paz, perdeu a vida.

Quando se fala tanto de paz e o cenrio s se conforma com a guerra,  evidncia da obra e misso deste cavaleiro. Isso casa com Jeremias 6.14 que adverte, "Curam 
superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando no h paz". O cavaleiro deste cavalo branco  o Negociador nos conflitos e guerras, mas que nenhuma 
vantagem ou negociao traz.

Nessa cena blica, o cavalo vermelho traz o conflito, o dio, a violncia tanto paga quanto gratuita, o clamor do inocente violentado em seus direitos, o derramamento 
de sangue. Somos todos testemunhas dessa violncia gratuita que ocorre em nosso pas.

O cavalo seguinte, o preto, traz a inflao e a conseqente fome, que so o resultado de revolues, guerras civis e conflitos militares. Seu refro representativo 
dessa inflao no pode ser outro: "Uma medida de trigo por um denrio; trs medidas de cevada por um denrio; e no danifiques o azeite e o vinho" (v. 6). Isso 
 um clamor pelo altssimo preo obtido por uma medida de trigo. Isso significa cerca de 13 litros de trigo pelo salrio de um dia do trabalhador, ou 39 litros de 
cevada pelo mesmo valor. Como poderiam as famlias fazer o po de cada dia com preos to absurdamente inflacionados? 

O ltimo cavalo, o amarelo,  o fim de tudo. O que se perde de vidas e recursos humanos numa guerra  estarrecedor. So vtimas inocentes, crianas, at, sacrificadas 
no altar do deus Marte, o deus da guerra dos romanos. O jornal noticiou que o nmero de baixas do lado da coalizo atingiu um ponto crtico:  maior na paz que quando 
estavam em guerra?! 

Outros dois selos (vv. 9-17)

Chegamos ao quinto selo (vv. 9-11). A cena apresenta debaixo do altar as almas dos martirizados. Aqueles irmos e irms da Igreja apostlica que foram jogados s 
feras; cobertos com breu, e seus corpos incendiados para iluminar avenidas inteiras; senhoras, moas e adolescentes que foram violentadas, estupradas e depois mortas 
pelo Nome de Jesus. Tinham eles nos lbios uma exclamao que , ao mesmo tempo, uma pergunta. Observem que eles esto absolutamente conscientes (h grupos que pregam 
que com a morte, o esprito fica dormindo na sepultura. No entanto, eles esto absolutamente conscientes do que lhes aconteceu. Cada um recebeu um manto branco e 
a recomendao de que tivessem pacincia (vv. 10,11). 

Os mrtires pedem vingana. Mas a vingana no pertence a ns, e, sim, ao Senhor, ensina a Santa Palavra (Dt 32.35). Que eles tivessem pacincia, a pacincia e a 
perseverana prprias dos cristos. 

O selo seguinte (vv. 12-17), ao ser rompido, trouxe um grande terremoto. Houve um eclipse solar, quando a Lua se apresentou rubra como sangue. Despencaram as estrelas, 
e o prprio firmamento foi enrolado como um cobertor. 

Jesus j havia falado sobre isso em Mateus 24, ao mencionar o princpio das dores. Montes e ilhas, continua Joo, saram dos seus lugares, e o medo tomou conta de 
todos os poderosos (que s o so quando podem controlar os outros), de modo que se esconderam nas cavernas, tocas, buracos feitos nas montanhas pedindo que as rochas 
os escondessem Daquele que est sentado no trono, por haver chegado o Dia do Retorno de nosso Senhor!

O stimo selo (8.1-5)

Na abertura do ltimo selo, algo diferente aconteceu. Em lugar dos louvores, hinos, cnticos, exclamaes de jbilo, fez-se silncio. Silncio por cerca de meia 
hora. Perceberam o contraste? Algum maldosamente j disse que esse vai ser o nico momento de tristeza para as mulheres no cu porque vo ficar caladas durante 
meia hora...

Sete anjos receberam trombetas e,  chegada de um oitavo anjo, foi-lhe dado muito incenso que, juntamente com as oraes dos salvos, subiu ao trono divino. 

O incenso era o modo grfico, concreto como o hebreu dizia que a sua orao subia aos cus. Na mente do hebreu tudo tinha que ser bem concreto. Se falava em sacrifcio, 
no era como o nosso pensamento que apenas diz, "temos que fazer um sacrifcio..." Ele matava um animal, e, dependendo de sua situao econmica, esse animal era 
um boi, cordeiro ou casal de pombos. Quanto s oraes, tomava um pedacinho de incenso e punha no incensrio. Enquanto orava, a fumaa perfumada ia subindo. Dizia 
ele, ento, "a minha orao est subindo ali no incenso..." No  a nossa mentalidade que  helnica, grega, abstrata. No chamado Dia do Perdo (Yom Kippur), o sumo-sacerdote 
tomava dois bodes. Um era sacrificado no arraial; quanto ao outro, ele descarregava os pecados do povo na cabea do animal e algum o levava para o deserto, onde 
ele morria de queda no despenhadeiro ou de fome. Tudo muito fsico e grfico, portanto.

O anjo toma, ento, fogo do altar e o joga  terra, resultando em problemas csmicos: terremotos, troves e relmpagos. Os anjos ento se preparam para tocar as 
trombetas.

Silncio no cu... Sinal de admirao? De maravilha? Cessa a adorao vocal. O silncio, porm, tambm  adorao. A adorao  multiforme: quando estamos em cntico 
 louvor, adorao; ao entregarmos o dzimo,  louvor; na celebrao da Ceia Memorial,  louvor; em orao silenciosa,  adorao. Em silncio, tambm.

Essa  a msica celestial, razo porque em sua peregrinao terrena, a Igreja de Jesus Cristo  instruda e encorajada a cantar em harmonia e no mesmo ritmo. Coesa, 
unida, firme, constante, abundante e perseverante, ela h de prosseguir at a Parusia, a Segunda Vinda de Cristo, o Juzo Final e a Bem-aventurana eterna!

Parte XII

Trono Celestial" 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

Apocalipse 4
"Digno s, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glria, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas" (Ap 4.11) 

A partir deste ponto, o apstolo Joo passa a relatar as coisas que se sucedero de acordo com o que fora prometido no captulo 1.19 ("Escreve, pois, as coisas as 
coisas que tens visto, e as que so, e as que depois destas ho de acontecer") e esclarecido em 4.1: "Depois destas coisas, olhei, e vi que estava uma porta aberta 
no cu, e a primeira voz que ouvi, como de som de trombeta falando comigo, disse: Sobe para aqui, e te mostrarei as coisas que depois destas devem acontecer."

A soberania de Jesus Cristo  retratada, como no captulo primeiro, de modo muito dinmico e extremamente colorido, encerrando-se o relato com um hino de profunda 
reverncia, adequadssima introduo a todo o drama que vem a seguir.

A majestade de Jesus Cristo (4.1, 3)
No hino 16 do hinrio O Cantor Cristo, o poeta colocou a seguinte expresso:
"Oh! vinde adorar o excelso e bom Deus,
eterno Senhor, da terra e dos cus,
que reina supremo, envolto na luz,
e que se revela em Cristo Jesus!
Essa  a afirmao de todo o captulo 4 do Apocalipse, que assegura uma verdade da qual a Palavra Divina no abre mo. A grandeza de Cristo  descrita com as reveladoras 
palavras: "...um trono estava posto no cu, e algum assentado sobre o trono. E o que estava assentado era, na aparncia, semelhante a uma pedra de jaspe e de sardnio, 
e ao redor do trono havia um arco-ris semelhante, na aparncia,  esmeralda".

E prossegue o registro colocando em evidncia quo magnfica  a viso da prpria glria (kavod) de Deus manifestada na presena (shekinah) no trono da graa divina.

 importante que tenhamos sempre na mente os terrveis tempos em que este livro foi escrito. No esqueamos que o Apocalipse foi escrito numa poca de perseguio. 
O imperador romano era tido como um deus. Ele, somente ele podia ser exaltado. Era soberano, e exigia dos sditos todo o louvor. A pompa dos seus palcios no encontrava 
rival; o trono em que se sentava, magnfico e esplendoroso. O Csar (ttulo dado ao imperador de Roma) no podia dividir sua pompa e circunstncia com qualquer outro 
deus. Menos ainda com um mestre israelita a Quem algumas pessoas chamavam de Filho de Deus... Ora, diziam, no tinha cabimento algum... Decorre de tudo isso um imenso 
perigo para os cristos que no dividiam a sua lealdade a Jesus Cristo.

Observe que nos dias de hoje tambm h "deuses" buscando a adorao exclusiva. O deus da fama  um deles. Quantas meninas tm feito sacrifcios inimaginveis para 
ter o que chamam de "corpo de modelo", algumas beirando doenas como a anorexia nervosa e a bulimia para ficarem macrrimas como pede o sacrifcio do altar da fama. 
Algumas, de origem evanglica, entregando-sem ao Moloque deverador que  o mundo das celebridades. Pois ; a fama  um deus exigente e que exige sacrifcios de suas 
vtimas, ou melhor, adoradores...

O orgulho no  um deus impiedoso? Alis, vamos e venhamos, o orgulho anda tomando conta das igrejas. Algum me relatou que num determinado programa de TV chamado 
evanglico, Cristo ficou por trs e o pastor ficou na frente fazendo sombra a Cristo. No se diz mais como Paulo: "Longe esteja de mim gloriar-me, a no ser na cruz 
de nosso Senhor Jesus Cristo..." (Gl 6.14). H ministros ("Apstolos"?! "Bispos"?!) que deixaram de se esconder atrs da cruz de Cristo, pois Cristo  escondido 
e obscurecido por eles e a fama que adquiriram?! O que desejam  o status! E o poder no  um tremendo deus? E o dinheiro?

No entanto,  de se observar que o livro do Apocalipse  sobre vitrias: a de Jesus Cristo sobre o Mal e a nossa vitria em Cristo, razo porque este trono celestial 
 apresentado to cheio de efeitos, de rudos, de vozes, de tochas, e de seres to estranhos quanto plenos de lies. Magnfico, portanto!

Reverentes perante o Senhor (4.4-8)

"Ao redor do trono tambm havia 24 tronos, e vi assentados sobre os tronos 24 ancios, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeas coroas de ouro. Do trono saam 
relmpagos, vozes e troves. Diante do trono ardiam 7 lmpadas de fogo, as quais so os 7 espritos de Deus. Tambm havia diante do trono como que um mar de vidro, 
semelhante ao cristal, e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrs. O primeiro era semelhante a um 
leo, o segundo semelhante a um touro, o terceiro tinha o rosto como de homem, e o quarto era semelhante a uma guia voando. Os 4 seres viventes tinham, cada um, 
seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos. No descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo  o Senhor Deus, o Todo-poderoso, 
aquele que era, e que , e que h de vir"

(Obs.: quantidades em algarismos para destaque dos detalhes).

Diante de uma viso to cheia de brilho, de luz e de esplendor,  imperativo que se tenha uma atitude de adorao e reverncia.  o que nos revela os versculos 
4 a 8 quando decodificamos suas figuras: 24 tronos ao redor do magnfico trono divino, 24 ancios vestidos de branco, coroas de ouro, relmpagos, vozes, troves, 
7 tochas representando a plenitude do Esprito Santo (lembremos que 7  o nmero de algo completo) H um mar de vidro como de cristal e 4 misteriosas criaturas descritas 
como tendo muitos olhos na frente e atrs. Coisa estranha... Vejamos, porm, depois de decodificados.

Vamos esclarecer um pouco mais: os 24 ancios so a soma das 12 tribos de Israel e dos 12 apstolos, ou seja, todos os salvos da Antiga e da Nova Alianas: a totalidade 
do povo fiel a Deus. Essa poderosa viso requer "efeitos especiais" (troves, relmpagos). Vivemos numa poca de efeitos especiais: um filme, uma novela, programas 
de TV, peas teatrais, e, mesmo, dramatizaes na igreja apresentam certos efeitos especiais (gelo seco, luzes estroboscpicas) Tambm os temos aqui, pois troves, 
relmpagos, raios sempre estiveram associados  presena, grandeza e majestade de Deus, como exemplifica o livro do xodo 19.16 a 18 e Deuteronmio 4.11 ("Ao amanhecer 
do terceiro dia houve troves e relmpagos e uma espessa nuvem sobre o monte, e um sonido de buzina muito forte").

O verso 6 menciona um "mar de vidro, semelhante ao cristal". Mar  smbolo de algo que no pode ser transposto. Dificuldade  mar. Haja vista o Mar Vermelho: foi 
uma dificuldade para o povo israelita. Deus, ento, fez uma interveno e as guas se abrem. O mesmo ocorreu, 40 anos depois, com o rio Jordo, que igualmente se 
abriu.

Mar  sinal de separao. Isso ocorre porque Deus  santo e o mundo  pecador. O mar separa o santo do pecaminoso. So realidades que no se combinam. Enquanto houver 
pecado, no h possibilidade de acordo. No entanto, o fim do versculo primeiro de Apocalipse 21 diz que na descida da Nova Jerusalm, a habitao de Deus com os 
homens, "o mar j no existe", j no h distncia, paredes, barreiras, separao. Somos ns em Deus e Deus em ns, a plenitude divina em tudo e em todos.

E as 4 estranhas criaturas? Qual o papel delas diante do trono? Estamos falando de reverncia, louvor, adorao, precisamente a tarefa dessas quatro criaturas. Elas 
aqui esto no para atemorizar: o Apocalipse no tem esse propsito. Estes seres "cheios de olhos", portanto, vigiam! A expresso no descreve monstros; , sim, 
um modo de dizer que a tarefa deles  a vigilncia diante do trono. Jesus ensinou, "Vigiai e orai [para que no entreis em tentao]".

Aqui  "Vigiai e louvai..." Em nossa dimenso terrena, "vigiar e orar"; na dimenso celeste e eterna, "vigiar e louvar".

Um dos seres era semelhante a um leo, outro a um boi, o terceiro tem face de ser humano e o ltimo parece uma guia. Quatro seres to diferentes , to distintos 
um do outro: um leo selvagem, um boi domesticado, um ser humano e suas possibilidades, potencialidades e expectativas, e uma guia que altaneira e livremente voa. 
So semelhantes aos querubins de Ezequiel 1.10, que relata o seguinte: "A semelhana dos seus rostos era como o rosto de homem, e  mo direita os quatro tinham 
rosto de leo, e  esquerda tinham rosto de boi; tambm os quatro tinham rosto de guia".

H intrpretes do Apocalipse que vem nessas figuras a unio de louvor de toda obra criada por Deus.

Existe outra interpretao, porm. Alguns especialistas vem o que h de mais nobre (o leo), de mais forte (o touro), o mais sbio (o ser humano) e o mais gil 
(a guia) submissos ao Senhor, a nobreza, a fortaleza, a sabedoria e a agilidade, tudo e todos reverentes e ajoelhados diante daquele que  o Senhor, o Soberano, 
o que detm o Senhorio, Aquele que tem nas Suas mos o domnio de todo o cosmos, de todas as coisas desde o Seu trono nos cus!

Estes seres so incansveis no seu louvor, pois, "No descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo  o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que 
era, e que , e que h de vir", expresso que retrata o prprio Nome de Deus, Jav, "Eu Sou o que Sou", "Eu Serei o que Sempre Tenho Sido", ou seja, "o Eterno", 
"Aquele que Era, Que , e Sempre H de Ser".

Ao tempo que esse louvor est acontecendo, os 24 ancios prostram-se diante do trono de Deus, e O adoram entregando-Lhe as coroas que tm na cabea, enquanto cantam 
esta doxologia:

"Digno s, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glria, a honra e o poder, Pois tu criaste todas as coisas; e por tua vontade existem e foram criadas" (v. 11)

Parte XIV
O APOCALIPSE - Estudo 2
(Parte 2) Cartas s Igrejas da sia - (Ap 2 e 3) 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

"Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito diz s igrejas" (Ap 2.7b)

Continuemos a examinar as igrejas da sia. So lies de relevncia hoje quanto o foram h dois mil anos:

Tiatira, Penitente Sacrificada (2.18-29)

No era cidade to importante quanto outras sete. Mas seu nome  muito sugestivo: "Sacrifcio de Arrependimento".

Nela funcionava uma cooperativa que fazia o comrcio de ouro. Havia muitos joalheiros, ourives e comerciantes de ouro. A dita cooperativa era to exclusiva que s 
os seus membros podiam comerci-lo. H uma boa e uma m notcia: a boa  que quem era scio podia vender ouro  vontade (com certeza, outros faziam contrabando); 
a m notcia  que a cooperativa realizava festas em homenagem a uma divindade, considerada a padroeira dos comerciantes de ouro e joalheiros. Os crentes viviam 
numa grande tenso: ou renegavam a f, e, assim, poderiam realizar transaes comerciais ou passavam penria.

Esse problema  encontrado ainda hoje, quando crentes precisam orar muito para no cair na tentao de ceder aos dolos modernos,  imoralidade, ao compromisso com 
o Maligno.

Havia, porm, um serissimo entrave na igreja de Tiatira: uma falsa profetisa. O apstolo Joo a identifica com Jezabel (a perversa rainha pag que casou-se com 
o rei Acabe de Israel (1Rs 16.29ss.). No tem sido difcil encontrar falsos profetas no meio chamado evanglico. Cuidado, muito cuidado com os falsos apstolos, 
profetas e profetisas, bispos e "bispas" (a palavra correta  episcopisa), e pastores que aparecem ensinando novidades com se fosse a ltima palavra de Deus. Ora, 
se  novo no est na Bblia, e se est na Bblia no pode ser novo. Portanto, fuja deles! (cf. 2Jo 10)

A exortao  bem pesada e direta como demonstram os versculos 20 a 23. Mas a promessa de Cristo  extraordinria: "Ao que vencer [e nossa vitria est em Cristo, 
no esqueamos!], eu lhe darei autoridade sobre as naes", o que significa compartilhar com o Rei dos reis da glria para todo o sempre!

Sardes, uma Alegre Cano (3.1-6)

Sardes significa "Cntico de Alegria". Jesus comea Se identificando como Aquele que tem os 7 espritos e as 7 estrelas. J sabemos que 7  o nmero da plenitude, 
o nmero da obra completa. Ento, "7 espritos" tem referncia com a plenitude do Esprito, a totalidade da Sua poderosa e maravilhosa obra no ser humano salvo, 
individualmente falando, e na Igreja de Cristo como Seu Corpo.

Mas a condenao que Jesus faz a Sardes  muito grave: "...tens nome de que vives e ests morto" (v. 1b). Sabe aquela histria do "morreu e no sabia"?  o caso 
da igreja de Sardes: havia morrido e esquecera de deitar, tinha "um-p-na-igreja-e-outro-no-mundo". Igreja hipcrita, imoral e aptica, na qual no se praticava 
um relacionamento ntimo e sadio com Jesus Cristo e Seu Esprito.

Mas [louvado seja Deus!] nem tudo estava perdido, porque havia algumas pessoas que se mantinham puras. A figura usada  "vestiduras brancas" (v. 4), modo de falar 
de pureza de intenes e de alma.

Filadlfia, Irmos que Se Amam (3.7-13)

 a cidade do "Amor Fraternal", significado do seu nome. Esta igreja no recebeu repreenso de Jesus. Que maravilha!  verdade que, como as outras, Filadlfia tinha 
seus deuses, seus templos pagos, suas prticas religiosas. Observe como Jesus Se revelou a esses irmos: "o santo, o verdadeiro..." O melhor conceito para a palavra 
santo  "diferente". Ser santo  ser completamente diferente. Um bom conceito para santo  "ser separado". Mas, o povo no acostumado com a linguagem da teologia 
bblica no entende o que  ser separado para significar santo.

Muitas vezes, nem gente da igreja entende... Mas entendem quando se fala "ser crente  ser diferente". Isso porque ns no vamos praticar o que o mundo pratica, 
nem falar como l fora se fala, nem andar como l fora andam, nem pensar como l fora pensam. Nossas mos, ps, toque, palavras, ouvidos, olhos sero puros porque 
somos diferentes. E esse  o nosso Salvador, o Santo, o Diferente. Cristo  Santo porque nem de longe se iguala ou sequer parece com os deuses do paganismo.

Havia uma preocupao quanto ao relacionamento dos judeus com a igreja, e da igreja como missionria aos judeus. Por isso, Cristo tambm Se apresenta como o que 
"tem a chave de Davi". Cristo  o que abre a porta (cf. v. 8) para acesso  misericrdia de Deus a todos que sentirem o toque do Seu Esprito. At mesmo os que pelas 
suas obras malignas faziam parte do que  chamado "sinagoga de Satans" (v. 9).

As promessas para o vencedor so notveis, lindas e abenoadoras, como mostra o versculo 12, "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, de onde jamais 
sair.

Escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalm, que desce do cu, da parte do meu Deus, e tambm o meu novo nome". Na 
entrada do templo de Jerusalm havia duas colunas: Boaz e Jaquim, Beleza e Fora, Majestade e Poder. O Senhor est dizendo que nos coloca como uma das j existentes, 
ou mais uma ao lado de Boaz e Jaquim, que ser "aquele que vencer".

Laodicia em Julgamento (3.14-22)

O nome Laodicia quer dizer, "Povo do Julgamento". A ltima das cartas s igrejas da sia comea com Jesus Cristo Se revelando "o Amm". Essa  uma palavrinha muito 
boa porque, vindo do hebraico, significa "ter estabilidade", no se dobra, no cai,  firme, no pode mudar.

Se fssemos traduzir, seria "eu admito" ou "eu permaneo em tudo o que foi dito ou pedido na orao". Quando oramos e dizemos "em nome de Jesus. Amm", estamos declarando 
"peo em nome do Salvador, e no abro mo da minha f". Cristo, ento,  "o Amm, a testemunha fiel e verdadeira, o princpio da criao de Deus", o inabalvel.

Sua reclamao  igreja de Laodicia  que ela  morna. No  fria nem  quente. Isso quer dizer que sendo frio ou sendo quente, temos certeza absoluta de resultados 
 o que o Esprito Santo est dizendo na palavra de Jesus. Ns sabemos onde caminhamos, se em terreno firme ou instvel. A igreja de Laodicia no era assim: era 
indecisa. Por esse motivo,  chamada de "morna". Temos, pelo contrrio, que saber se o "sim"  "sim" e o "no"  "no". Sendo... morno,  a falta de compromisso, 
mais uma vez mencionada.

A igreja dos laodicenses era muito cheia de orgulho. Eram auto-suficientes, mas espiritualmente miserveis. At diziam, "Rico sou, e estou enriquecido, e de nada 
tenho falta..." No parece o homem que derrubou os celeiros, construiu outros maiores e disse para si mesmo: "Agora tenho bens para muitos anos: vai, minha alma, 
come, alegra-te, diverte-te, folga"?  noite, foi-lhe indagado: "Louco, esta noite pediro a tua alma, e o que tens preparado para quem ser?" Pois. o mesmo aconteceu 
em Laodicia: "Rico sou!..."Jesus diz: "...no sabes que s um coitado, e miservel, e pobre, e cego, e nu" (3.17). Aqui est a igreja de Laodicia despida. "...Estou 
enriquecido, e de nada tenho falta". Jesus diz: "Tu s infeliz, Tu s miservel, Tu s pobre, cego e nu. E convida ao arrependimento e converso, que  voltar para 
Ele. Jesus sempre convida com carinho, Ele no fora: "Eis que estou  porta e bato; se algum ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com 
ele, e ele comigo Isso quer dizer comunho. Estar com o Senhor  comunho: Ele est conosco, e ns estaremos com Ele. Por esse motivo, o vencedor senta com Cristo 
com trono.

Esse  o alerta que o Apocalipse traz para ns, Igreja de Cristo no sculo 21 porque os problemas so os mesmos. A s igrejas do Apocalipse so tipos das igrejas 
modernas. Temos deixado vezes tantas o primeiro amor de nossa vida, por isso necessitamos de arrependimento. Somos perseguidos, caluniados e precisamos lembrar que 
Cristo deu o Seu sangue por ns, e se necessidade houver de darmos nosso sangue, a prpria vida, a coroa eterna j est garantida.

Somos alvos de heresias que surgem praticamente todos os dias.  a tentao de querer fazer acordos com o Inimigo-de-nossas-almas,  a tentao do sucesso e das 
novidades.

Quantas vezes somos hipcritas, apticos, impuros.

Sim, somos feso deixando o primeiro amor; somos Esmirna alvo de calnias da sociedade incrdula que nos persegue; somos Prgamo com segmentos desviados da boa doutrina; 
somos Tiatira e seus falsos profetas, apstolos mercenrios e vaidosos bispos; Sardes que j havia morrido e no o sabia, bem como Filadlfia com seu problema de 
relacionamento com os judeus; somos tambm Laodicia com a sua indefinio espiritual e orgulho.

Que aprendamos com estas sete igrejas que o melhor  mesmo ouvir a voz de Deus e receber a vitria assegurada por Cristo desde a Sua ressurreio.

Parte XV

O APOCALIPSE - Estudo 2
(Parte 1) Cartas s Igrejas da sia 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

(Ap 2 e 3) - "Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito diz s igrejas" (Ap 2.7b)

Sete cartas foram escritas a partir da viso inicial. A ordem dada ao apstolo Joo foi explcita: "O que vs, escreve-o num livro, e envia-o s sete igrejas que 
esto na sia" (1.11), que so as seguintes: feso, Esmirna, Prgamo, Tiatira, Sardes, Filadlfia e Laodicia. A ordem, repetida em 1.19, desfaz no verso seguinte 
o primeiro mistrio: as sete estrelas na mo direita do Cristo glorificado so os pastores destas igrejas (chamados de "anjos" na linguagem do Apocalipse) e os sete 
candelabros de ouro so as prprias igrejas.  fcil entender porque.

"Anjo"  palavra transliterada e vem da lngua grega, como outras tantas. Nesta, angelos significa "mensageiro". Quem traz a mensagem de Deus para a igreja? O pastor. 
Quando algum ora pedindo as bnos da igreja sobre o "anjo da igreja", ou seja o "mensageiro da igreja", est se referindo ao pastor. Na lngua grega moderna, 
"carteiro"  angelos.

Os candelabros de ouro, so aqueles de sete braos (menorah, sing., menoroth, pl.).

feso, a Cidade Desejvel (2.1-7)

Apesar de serem as cartas destinadas a igrejas localizadas em cidades bem conhecidas, a quantidade de igrejas  significativa. Na linguagem bblica, e, ainda mais, 
na linguagem em cdigo do Apocalipse, 7 (sete) no  apenas um nmero entre outros, no tem apenas valor aritmtico ou de quantidade. Para o mundo bblico, os nmeros 
tm valor moral e espiritual.

Isso significa que 7 significa "completo" ou "plenitude". A semana foi feita em seis dias, com o descanso do stimo dia, temos a obra completa da parte de Deus. 
"Sete igrejas"  a soma conceitual das comunidades crists no mundo, inclusive a igreja local onde o leitor congrega; "sete anjos"  expresso que representa a plenitude 
dos pastores que h no mundo. So as igrejas e seus pastores com o que tm de forte e de fraco, com suas virtudes e defeitos, com o seu lado bom e o seu defeituoso, 
o que, por sinal,  destacado e definido em cada carta. Cada carta apresenta o lado correto e o lado problemtico da igreja.

A estrutura das cartas  a mesma para todas: o remetente se identifica, demonstra conhecimento do ambiente externo e interno da igreja, faz exortaes e promessas.

feso, nome que significa "Desejvel", era uma cidade com dois importantes destaques: era porto, tendo como conseqncia ser uma conceituada cidade comercial, e 
era, igualmente, centro de uma terrvel idolatria, que era o culto  deusa Diana, tambm chamada rtemis, onde um templo lhe fora dedicado. Este templo  considerado 
uma das sete maravilhas do mundo antigo. A deusa Diana, por sua vez, era chamada "a Me dos Cus", e seu culto era caracterizado pela orgia e licenciosidade, visto 
que era um culto de fertilidade. A esttua que a representava era a de uma mulher belssima, mas horrorosa num aspecto: seu trax e ventre eram cobertos de seios, 
para simbolizar a fertilidade.

 igreja crist da cidade de feso, Cristo glorificado se identifica como "aquele que tem na mo direita as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de 
ouro" (v. 1).  o Senhor que detm o poder e est presente na vida e nas aes da igreja, pois, diz Ele, "Conheo as tuas obras. E o teu trabalho, e a tua perseverana". 
Sabe das excelentes qualidades daquela igreja que fora pastoreada pelo prprio apstolo Joo (cf. vv. 2, 3).

Cristo passa a fazer exortaes: "... deixaste o primeiro amor. Lembra-te de onde caste! Arrepende-te..." (vv. 4, 5). A igreja tendo perdido o seu primeiro amor, 
passou a amar o comodismo, ao tempo que deixou de ser altrusta, vivendo para si e para o seu egocentrismo.

Tornou-se mundana, prejudicada pela facilidade de viver uma vida sem maiores compromissos com Cristo Jesus.  o que acontece quando uma igreja deixa de ter compromisso 
com o seu Senhor.

No entanto, no evangelho, h sempre oportunidade para quebrantamento e mudana de direo. Como so importantes no verso 5 estas exortaes: "Lembra-te...", "Arrepende-te..." 
e "Pratica..." E no pode haver tolerncia com as heresias, como a mencionada no verso 6: a dos nicolatas. Tudo isso vale para a igreja de hoje.

Quem eram os nicolatas? Tudo o que foi dito para aquele tempo vale para hoje. Eram eles os que dentro da igreja defendiam a absoluta sujeio dos leigos em relao 
aos bispos ou pastores das igrejas, a organizao de um regime dentro da igreja que como os outros governos, estabelece leis, regras, normas, prticas para o povo. 
 agir pela mente e egosmo humanos;  usar o recurso do governo humano em vez das ordenanas da Palavra de Deus e da sensibilidade para ouvir o Esprito de Cristo. 
 a mentalidade poltica posta a servio do mando, comando e desmando, prtica que est entrando em algumas ditas igrejas e comunidades evanglicas, quando at o 
namoro de um casalzinho da igreja ou comunidade s acontece se o pastor permitir.

Como termina esta carta: "Quem tem ouvidos, oua o que o Esprito diz s igrejas. Ao que vencer..." [Se apesar de tudo, voc passar inclume, que vai acontecer?] 
"... dar-lhe-ei a comer da rvore da vida, que est no paraso de Deus".  s o que queremos: vida sobre vida, graa sobre graa, e bno sobre bno!

Esmirna, um Perfume Suave (2.8-11)

Cristo Se apresentou a essa igreja de modo diferente. Ele  "o primeiro e o ltimo, o que foi morto e reviveu" (cf. 1.8, 17b, 18). Ele identifica esta igreja como 
atribulada, pobre (apesar de rica) e marcada pela blasfmia interna. Esmirna era, como feso, uma cidade rica, e centro religioso. Seu nome quer dizer "Perfume Suave". 
No entanto, sua religio, no era o culto a Diana ou a qualquer deus da mitologia grega ou romana. Cultuado era o prprio imperador, o que significava que deixar 
de cultu-lo era crime contra o prprio Estado romano, crime chamado de lesa-estado ou lesa-majestade, passvel de ser punido com a morte.

A igreja de Esmirna no estava fria como a de feso que havia deixado o primeiro amor.

Seu problema eram as perseguies e calnias que viriam, razo porque precisava de foras, de poder espiritual para suport-las (cf. v.10). E realmente isso aconteceu 
anos depois: Diocleciano, o imperador de Roma, moveu uma perseguio que se iniciou em 303 e durou at 313, dez anos chamados de "dez dias" em 2.10, quando o cristianismo 
passou a ser reconhecido com religio do Imprio Romano por Constantino.

 nesse contexto que vem uma das mais citadas frases da Bblia Sagrada: "S fiel at  morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (v.10b), que realmente quer dizer "s 
leal e perseverante at o ponto de dar a tua vida, e recebers como recompensa a glria da abenoada ressurreio ao lado do Senhor".

Prgamo, a Elevada (2.12-17)

A importncia de Prgamo, nome cujo significado  "Altura, Elevao", era mais poltica e religiosa que econmica. A nfase religiosa estava no culto ao imperador. 
Haja vista o grande nmero de templos que lhe eram destinados. Era uma arriscada aventura ser cristo na cidade de Prgamo por esse motivo. Era ali que estava o 
trono de Satans e o lugar de sua habitao (cf. v. 13). Alm do imperador ser cultuado, havia outros quatro cultos: a Zeus, a Atenas, a Dionsio (o Baco dos romanos), 
e o Culto de Esculpio (Asclpio), o deus da Medicina. Era uma cidade altamente mstica.

No sabemos exatamente o que era o "trono de Satans" do verso 13. Mas o leitor pode escolher a mais razovel das idias que sero apresentadas, porque nem os especialistas 
afirmam com segurana sobre isso:



H quem diga que foi um altar levantado ao imperador Csar Augusto, refere -se ao culto do imperador;


Uma colina na cidade com muitos altares aos deuses pagos;


O altar dedicado a Zeus cuja base tinha 240m de altura, um verdadeiro edifcio com o altar em cima;


Poderia ter sido a adorao do deus da Medicina, Esculpio, cujo smbolo era uma serpente, uma cobra. Perguntem aos mdicos porque o smbolo da arte mdica so duas 
cobras a verdadeira interpretao. Contaram-me que  porque se o paciente viver, o mdico cobra; se morrer, o mdico cobra...


Talvez toda a cidade fosse o "trono de Satans".

O fato  que interessa-nos a igreja, e nela havia heresias. Estavam presentes naquela comunidade os que seguiam a doutrina de Balao (v. 14) e os nicolatas (v. 
15), os mesmos de feso.

Os seguidores da doutrina de Balao so os aproveitadores que querem tirar vantagem da igreja! So os mercenrios, os enganadores do povo crdulo, que, como o falso 
profeta Balao, queriam exercer o ofcio proftico, apostlico e pastoral a troco de vantagens pecunirias. Havia prostituio, idolatria e coisas assemelhadas na 
igreja de Prgamo. J que Satans no pde destruir a igreja, procurou corromp-la, pois no pode existir arma mais eficaz a favor dos planos do Inimigo-de-nossas-almas 
que uma igreja sem testemunho, corrupta, cheia de pessoas no-convertidas, como o mundo atual tem visto com intensa freqncia.

A exortao feita pelo Senhor  muito direta e dura. Ele diz: "Arrepende-te, pois! Se no em breve virei a ti..." (v. 16). Essa exortao  para ns tambm, sem 
dvida.

(Continua)

Parte XVI
O APOCALIPSE - Estudo I
(Parte 2) O Livro da Vitria 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

Joo foi um dos homens escolhidos por Jesus para Seu discipulado. A histria de sua chamada encontra-se no Evangelho de Mateus 4.21.  chamado de apstolo, palavra 
no traduzida, mas transliterada porque veio diretamente da lngua grega e significa "comissionado" ou "enviado".

Essa  uma qualidade pertinente  Igreja de Jesus Cristo, que por ser enviada ao mundo tem a reconhecida qualidade de ser apostlica. No  um ttulo especial para 
pessoas supostamente especiais que se auto-intitulam "Apstolo Fulano de Tal". Joo e os outros discpulos foram comissionados por Jesus Cristo, e por esse motivo 
assim foram denominados. Os doze discpulos que andaram com Jesus foram to apstolos quanto qualquer um dos hodiernos crentes em Jesus Cristo  apstolo, um comissionado, 
um enviado do Senhor Jesus onde estiver, seja na fila do nibus, na do banco, na feira, na escola, em casa, na loja ou na caserna.

O Apstolo Vidente (1.9,10)

Joo  tambm denominado "O Vidente de Patmos". Patmos  a ilha da sia Menor (hoje Turquia) onde ele teve essa viso. Vidente  quem teve ou tem uma viso. A Bblia 
ensina que os profetas eram antigamente chamados de "videntes" (cf. 1Sm 9.9). Isso significa que o livro do Apocalipse  um livro proftico,  O livro marcadamente 
proftico do Novo Testamento.

Joo estava exilado naquela ilha, por causa do evangelho. Ele o diz no verso 9, quando explica aos seus leitores que  participante das mesmas perseguies pelas 
quais os primeiros leitores do Apocalipse estavam passando. Naquela ilha, teve uma inesquecvel viso num dia de domingo, que  o sentido da expresso "dia do Senhor" 
(em latim, diz-se dies dominica, que evoluiu ao longo da histria da lngua portuguesa para nossa forma "domingo"). 

Essa identificao  necessria para que seus leitores compreendam que tambm ele experimentou e continua experimentando em Patmos o dio dos perseguidores do evangelho. 
Tanto quanto os demais crentes, Joo  "irmo vosso e companheiro nas aflies". S algum que tivesse passado pelo que eles estavam passando poderia falar de modo 
to direto ao sofrimento e ao corao, e exort-los a serem firmes na pacincia e no aguardo das solues a serem trazidas pela mo do Senhor. A leitura do livro 
dos Atos dos Apstolos nos faz entender o alcance da ira dos mpios do Imprio Romano contra Jesus e Seu evangelho. Por sua vez, todo o captulo 4 da Segunda Carta 
aos Corntios mostra como o apstolo Paulo descreveu as perseguies que enfrentou.

No se pode negar que o Imprio Romano era tolerante para com as religies, quaisquer que fossem. Porm, isso acontecia se o cultuante tambm reconhecesse a divindade 
e senhorio do imperador. Esse no era o caso dos cristos que no aceitavam repartir a lealdade entre Deus e Seu Filho e Csar e o Imprio Romano. Nunca passaria 
pela cabea de um cristo do primeiro sculo ter a sua fidelidade dividida. Por esse motivo, Joo estava em Patmos, afastado do convvio dos seus queridos irmos 
de f.

Quem Se Revela

Jesus Cristo Se apresenta ao apstolo Joo com "uma grande voz, como de trombeta" (v. 10). Isso destaca o poder e autoridade de quem est falando. E quando Jesus 
fala, d ao apstolo uma misso: "O que vs, escreve-o num livro" (v.11a). Esse livro (o da Revelao, o Apocalipse) seria repassado a sete igrejas localizadas na 
atual Turquia (a regio naquela poca era parte do Imprio Romano, falava a lngua grega e era conhecida como sia Menor, como mencionado acima).

Joo se volta para ver quem fala (v. 12), e viu uma linda e forte viso: sete candelabros de ouro, e no meio deles um homem com roupas sacerdotais com uma aparncia 
to impressionante quanto assustadora: cabea e cabelos brancos, olhos como chamas, ps brilhantes, voz poderosa, portando sete estrelas na mo direita, e, saindo 
de sua boca, uma espada de dois gumes.

Apesar de parecer o contrrio, a viso no  para amedrontar: mas, sim, para encorajar, pois s um Cristo poderoso, majestoso, impressionante, guerreiro e de palavra 
direta e segura despertaria o nimo, a f e a coragem daqueles sofridos cristos do primeiro sculo.

Jesus no fora chamado no verso 5 de "prncipe dos reis da terra"? Dele no fora exclamado no verso seguinte "a ele seja glria e poder para todo o sempre"? Como 
no ser descrito nesta viso com imagens to fortes e impressionantes? Isso faz lembrar o profundo hino 96 do Cantor Cristo que demonstra a admirao do seu poeta 
quando diz "Se nos cega o sol ardente, quando visto em seu fulgor, quem contemplar Aquele que do sol  criador?"

Que Aconteceu ao Apstolo Joo?

Nos versculos 17 a 20, o escritor relata o que lhe aconteceu quando teve a viso: ficou como morto aos ps do Senhor Que Se revelava de maneira to ofuscante. Joo 
caiu;  verdade. Mas o propsito de Jesus Cristo  sempre erguer a pessoa humana. Jesus no derruba. H igrejas ensinando que no poder do Esprito (que esprito?), 
muita gente anda sendo derrubada?! O Jesus sobre Quem leio no Novo Testamento nos respeita! Ele d sempre salvao, dignidade, paz e objetivo para a vida. Jesus 
Cristo no deixa no cho e sempre faz serenar o esprito abalado.

Assim, registra Joo, "ele ps sobre mim a sua mo direita, dizendo: No temas." Essa  a suprema mensagem do evangelho: No tenhas medo! Quando a jovem Maria recebeu 
a visita do anjo: "Maria, no temas..." (Lc 1.30). Quando caminhava sobre o mar, disse Jesus ao temerosos discpulos no barquinho, "... sou eu, no temais" (Mt 14.27). 
A um homem chamado Jairo cuja filha estava enferma, Jesus deu uma palavra de tranqilidade, "No temas, cr somente" (Mc 5.36). Na manh da ressurreio, as mulheres 
ouviram do mensageiro divino: "No tenhais medo..." (Mt 28.5). Precisa dizer mais?

Pois ; o Cristo glorificado, poderoso e vitorioso o encoraja e d, outra vez, as credenciais: "Eu sou o primeiro e o ltimo. Eu sou o que vivo; fui morto, mas estou 
vivo para todo o 

sempre! E tenho as chaves da morte e do inferno". Esse no  outro seno o mesmo que disse, "Eu sou a ressurreio e a vida. Quem cr em mim, ainda que esteja morto, 
viver, e todo aquele que vive e cr em mim, nunca morrer. Crs isto?" (Jo 11.25,26). E voc, cr? (Continua)

Parte VII
O APOCALIPSE - Estudo I
(Parte 1) O Livro da Vitria 
 
Autor(a): PR. WALTER SANTOS BAPTISTA 
 
Pastor da Igreja Batista Sio em Salvador, BA - E-Mail: wsbaptista@click21.com.br

Estaremos penetrando na fascinante aventura de caminhar nas pginas do livro do Apocalipse, considerado por muitas pessoas como de difcil entendimento.  um livro 
fascinante pelo colorido, pelo grafismo, tendo o Esprito de Deus colocado na pena do apstolo Joo a revelao de Jesus Cristo de tal modo que cores, figuras, nmeros, 
tudo fala de um modo muito particular, porm preciso, por meio do simbolismo envolvido. Quase que sentimos os odores das batalhas, do mar, do fogo, dos incndios, 
da fumaa, dos embates que se sucedem. Para algumas pessoas o Livro do Apocalipse tem sido misterioso, de rdua compreenso. No o , garantimos aos leitores.

Para os seus primeiros leitores, o Apocalipse era mensagem de fcil e cristalina compreenso. E pode ser o mesmo para ns. S temos que saber como decodific-lo. 
Assim fazendo, sua leitura se torna adequada, trazendo lies prticas para quem vive no sculo 21, apesar da distncia que nos separa de Joo, a Igreja apostlica 
e suas circunstncias. Mas  preciso entender, inicialmente, o que significa a "literatura apocalptica".

A Literatura Apocalptica Para os Crentes da Antiga Aliana

Antes do livro do Apocalipse ter sido escrito por Joo, j existiam outros livros que, no entanto, no foram canonizados, ou seja, no foram considerados sagrados 
e teis para serem colocados no cnon ou rol dos livros da Bblia. Apesar disso, h trechos nos livros profticos que apresentam claramente as caractersticas desse 
tipo de literatura.  o caso do livro de Ezequiel, captulos 1 e 2. Bastam esses dois captulos para se ter uma idia do que queremos explicar. Daniel, igualmente, 
 um profeta com caractersticas profundamente apocalpticas, como pode ser visto nos captulos 2 a 4, o mesmo acontecendo com Zacarias, o penltimo livro do Antigo 
Testamento. A partir do captulo 1, h uma srie de vises: oito ao todo at o captulo 6.

Mas que caractersticas so estas da chamada literatura apocalptica? Entendamos: um livro apocalptico no  para ficar fechado e sem compreenso. Pelo contrrio, 
o prprio nome da literatura j diz o seu objetivo. Apocalipse  uma palavra grega que se traduz como "revelao", como pode ser conferido em Apocalipse 1.1, a abertura 
do livro que explica de quem vem a revelao: "de Jesus Cristo"!

As principais caractersticas so o uso constante de nmeros, cores, animais (alguns extrema e curiosamente estranhos e amedrontadores), cidades, pessoas, tudo muito 
simblico, mas plenamente adequado. Veremos esta questo de nmeros quando falarmos das igrejas que so 7, dos 144.000, dos 1000 anos. Cada cor tem um sentido. Alguns 
animais so efetivamente muito estranhos: nunca vimos um drago, menos ainda com 7 cabeas e 10 chifres. Tudo  simblico, e repassa uma lio dentro das funes 
para as quais o livro foi escrito.

Para o antigo Israel, o centro de ateno era a prpria nao e a defesa de sua f, de sua Lei, de sua existncia como povo escolhido por Deus. No Novo Testamento 
(que  a aliana renovada no sangue de Jesus Cristo), o centro de interesse  a Sua Igreja, sua fortaleza e vitria, apesar de tudo: das perseguies, das heresias, 
dos martrios, do sangue derramado. O livro quer enfatizar que, apesar dos pesares, somos vencedores, com a vitria garantida por Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor 
dos senhores!

A Literatura Apocalptica Para a Igreja do Perodo Apostlico

Para nossos irmos da Igreja dos primeiros dias, no perodo apostlico, portanto, o livro do Apocalipse era uma maravilhosa mensagem de esperana. No fim do primeiro 
sculo da era crist, viviam eles sob perseguio. Quem era cristo podia perder literalmente a cabea, razo porque necessitavam desta mensagem de profunda esperana.

No fim do primeiro sculo viviam sob perseguio. Domiciano, o imperador romano, foi um terrvel perseguidor da nascente Igreja Crist. Famlias eram perseguidas, 
filhos separados de seus pais, adultos e crianas, mortos por causa da fidelidade ao Salvador.

Numa situao como essa, o encorajamento vinha em forma de exortao, de mensagens em cdigo, em que o Maligno e tudo o que lhe era peculiar eram retratados com 
nomes ou figuras de fcil compreenso para os perseguidos. Cdigos e smbolos tambm eram usados para Jesus Cristo, o Bem e tudo o que pertencia ao reino de Deus. 
D perfeitamente para entender o drama porque passavam e a palavra de esperana no meio da perturbao de que precisavam. O Apocalipse  sobre o tema da perseguio 
e vitria.

 preciso esclarecer que a perturbao no vinha s do governo imperial. Havia problemas dentro da prpria comunidade crist. Eram as heresias, que, alis, so mencionadas 
no Apocalipse.

Temos, ento, a destacar uma boa e uma m notcia. A m notcia  que tudo isso ainda hoje acontece. Temos perseguio velada, a mdia, jornais, TV perseguem terrivelmente 
os evanglicos, caricaturam-nos, inventam mentiras, os evanglicos histricos so colocados na mesmo balaio de grupos arrivistas e exploradores da f popular.

A boa notcia  que temos uma fonte de fortalecimento no livro do Apocalipse, que, a despeito dos seus dois mil anos, tem mensagem de extrema atualidade, pois as 
perseguies (de outra forma,  verdade) e as heresias (com outras roupas) esto a. Tudo est bem destacado nesse que  o livro dos smbolos divinos.

O Livro da Revelao

O que est relatado nos versos 1 a 8 do captulo primeiro no  coisa pequena. Pelo contrrio, so lies de altssima importncia, e as principais so que 

O Salvador  Quem traz a mensagem de revelao e, 
Ele mesmo, Jesus,  o centro de toda a mensagem deste livro to cheio do brilho da glria divina.

Observe o modo como Aquele que faz a revelao, Jesus Cristo,  descrito. Note as expresses que Joo usou para descrever o Revelador.  "a fiel testemunha, o primognito 
dos mortos e o prncipe dos reis da terra". E mais ainda: "Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados". Estas expresses se encontram no verso 
5.

O verso seguinte introduz outros belos conceitos como "e nos fez reino e sacerdotes para o Seu Deus e Pai". Jesus Cristo, por Sua vez, diz no verso 8, "Eu sou o 
Alfa e o mega, o princpio e o fim, ... aquele que , que era e que h de vir, o Todo-poderoso". Alfa  a primeira letra do alfabeto grego, mega  a sua ltima 
letra.  como dissssemos "Eu sou o A e o Z". Por isso, Jesus repetiu o conceito para ficar bem explcito: "(eu sou) o princpio e o fim". Realmente, nossa f est 
em Jesus como esclarece a Carta aos Hebreus, "Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa f" (12.1). Tudo comea e tudo termina com Jesus Cristo!

Que sugestivas descries do nosso Mestre... No nos cansamos de cantar a fidelidade de Deus e de Jesus Cristo; no podemos parar de falar de Sua ressurreio dentre 
os mortos, e exaltamos Seu senhorio sobre todas as coisas. Seu amor  eterno, Sua salvao, perfeita nada deixando por fazer, e, por fim, nos escolheu nEle mesmo 
para sermos intercessores.

Sim; este  o nosso Salvador, Mestre e Senhor de nossas vidas!  o Autor e Consumador de nossa f, a Quem esperamos na Sua majestosa e gloriosa Parusia, Sua Segunda 
Vinda!

Falando de Vises (Ap 1.9-20)

l Este  um trecho do primeiro captulo do Apocalipse pleno de cores e rico de ensinamentos. Descreve a perturbao que dominou o apstolo Joo ao ver o Cristo glorificado, 
e apresenta-nos a Pessoa de Jesus numa glria to extraordinria que palavras humanas so pequenas demais para qualific-la. Por esse motivo, Joo utilizou expresses 
como "voz como de trombeta", "olhos como chama de fogo", "voz como a de muitas guas", "rosto como o sol", etc., porque no tinha como descrever a grandeza e a majestade 
do que via.

Esse fato, levou o escritor a se utilizar de figuras estranhas e diferentes por lhe faltar conceitos mais lgicos, mais claros e, at, mais humanos. No se esquea, 
porm, que estamos num ambiente de cdigos, sinais e criptografia (linguagem cifrada) que a Igreja daqueles dias podia entender com clareza.

Essa questo de linguagem cifrada  interessante. Na Segunda Guerra, o exrcito norte-americano estava tendo seus cdigos decifrados pelos alemes. Ficaram os aliados 
muito prejudicados porque mensagens, ordens, movimento de tropas estavam sendo decodificados pelos adversrios. Resolveram o problema utilizando soldados que eram 
nativos americanos, ndios, portanto, que transmitiam as mensagens em sua lngua tribal para um receptor que estava em outra rea de combate, que retraduzia para 
o ingls e a entregava ao comandante. No havia como os alemes entenderem o que era transmitido.

A criptografia  uma verdadeira cincia em nossos dias. Os bancos utilizam linguagem criptogrfica, transaes envolvendo milhes de dlares fazem uso da criptografia.

(Continua)


parte VIII

SINAIS DOS TEMPOS FINDOS 
 
Autor(a): PR. AIRTON EVANGELISTA DA COSTA 
 
E-Mail: aicosta@secrel.com.br - www.palavradaverdade.com

As dores de parto esto se amiudando, ficando mais intensas, mais fortes, mais preocupantes. A violncia explode em todo o mundo. Violncia no trnsito; violncia 
sexual; violncia contra a vida; contra a mulher; contra crianas. Para completar o quadro, a violncia dos abortos provocados: 238.874 curetagens ps-parto foram 
realizadas no Brasil, em 1997, 22% em jovens de 10 a 19 anos. Milhes de homens, mulheres e crianas obrigados a um exlio forado pelas circunstncias, em vrias 
partes do mundo. Tribos em guerra fratricida. Milhares fugindo de ditaduras, de perseguies. Fugindo dos prprios compatriotas, da terra natal, de suas origens. 
Fugindo sem destino certo, sem rumo. Nas maiores cidades do Brasil as autoridades se declaram incompetentes diante das atrocidades de gangues.

"Porquanto se levantar nao contra nao, e reino contra reino, e haver fomes, e pestes, e terremotos, em vrios lugares. Mas todas essas coisas SO O PRINCPIO 
DAS DORES... muitos sero escandalizados, e trair-se-o uns aos outros, e uns aos outros se aborrecero. E por se multiplicar a iniquidade o amor a muitos esfriar... 
olhai, no vos assustei, porque  mister que isso tudo acontea, mas ainda no  o fim" (Mateus 24.1-14). Terremotos e furaces se sucedem, cada vez mais fortes. 
gua potvel, indispensvel  vida humana, escasseia em vrias partes do mundo, como  exemplo o nordeste brasileiro. A UNESCO declarou que a "prxima guerra mundial 
ser deflagrada pela disputa de gua potvel".

As estatsticas da fome mundial  assustadora. Trezentos milhes de miserveis na ndia. A malria nunca foi erradicada do planeta e continua matando milhes. Cncer 
e AIDS, outro tanto. O sexo entre no casados tornou-se uma prtica normal em nossa sociedade depravada, no apenas no Brasil.  o aumento da iniquidade, da depravao 
e do desrespeito  Palavra de Deus. O produto disso so divrcios que geram famlias desestruturadas e filhos sem esperana. O adultrio, a traio entre cnjuges, 
so uma rotina em nosso meio. "Nenhum fornicador, ou impuro... tem herana no Reino de Cristo e de Deus"(Efsios 5.5). "No adulterars"(xodo 20.14).

As drogas esto ceifando vidas jovens, alcanam adolescentes e penetram nas escolas: em 45% das escolas pblicas do Brasil h trfico de drogas. Pesquisa realizada 
pelo Ncleo de Estudos e Pesquisas do Rio (Nepad) concluiu que 27 mil estudantes de escolas pblicas do Rio usam drogas com freqncia. "No sabeis que os injustos 
no ho de herdar o reino de Deus? No erreis: nem impuros... nem bbados herdaro o reino de Deus" (1 Corntios 6.9-10).

Satlites da Nasa detectaram que o buraco na camada de oznio sobre a Antrtica se estende agora por 27 milhes de quilmetros quadrados, cinco por cento maior que 
o tamanho mximo alcanado em 1996. "A temperatura global poder aumentar cerca de 3,5 graus centgrados at o ano 2.100, a maior mudana climtica em dez mil anos", 
concluiu a Quarta Reunio da Conveno das Naes Unidas sobre Mudana Climtica. A verdade  que em muitas partes do mundo o calor est aumentando. Enormes blocos 
de gelo se deslocam das regies polares. Reflitamos:

"E os homens foram abrasados com grandes calores... e no se arrependeram" (Apocalipse 16.9; Malaquias 4.1).

No  por menos que as queimadas em vrias partes da Terra esto devorando as matas. Dez por cento da floresta amaznica - o pulmo do mundo - foram devastados nos 
ltimos 50 anos, em decorrncia da ao predatria do homem.  bom que faamos uma reflexo para o que o Apstolo Paulo disse:

"Porque sabemos que toda a criao geme e est juntamente com DORES DE PARTO at agora. E no s ela, mas ns mesmos, que temos as primcias do Esprito, tambm 
gememos em ns mesmos, esperando a adoo, a saber, a redeno do nosso corpo"(Romanos 8.22-23).

Os homens esto cada vez mais ansiosos e deprimidos, ora porque no conseguem superar as dificuldades economico-financeiras, ora porque no conseguem acompanhar 
o ritmo do progresso, ora porque se sentem excludos da sociedade organizada e elitizada. O sculo XXI ser das doenas do crebro, como resultado do esforo do 
homem para acompanhar a rpida evoluo social. Esta a declarao do diretor de Sade mental da Organizao Mundial da Sade (OMS), Dr. Jorge Alberto Costa e Silva. 
Vinte e cinco por cento da populao mundial sofrem de ansiedade. Reflitamos:

"No andeis ansiosos por coisa alguma; antes, as vossas peties sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela orao e splicas, com ao de graas. E a paz de 
Deus, que excede todo o entendimento, guardar os vossos coraes e os vossos sentimentos em Cristo Jesus"(Filipenses 4.6).

A ansiedade e oconseqente medo do povo brasileiro, por exemplo, produzem uma corrida alucinada aos jogos de azar. Ali, no jogo, depositam suas esperanas jovens, 
velhos e at crianas. E o Brasil que at h pouco tempo colocava barreiras  instalao de cassinos, tornou-se num grande cassino ao permitir toda sorte de jogatina. 
"Os que querem ficar ricos caem em tentao e em lao, em muitas concupiscncias loucas e nocivas, as quais submergem os homens na runa e perdio" (1 Timteo 6.9).

A par de todos esses desvios, em que os valores ticos, morais e cristos so desprezados, a prtica do espiritismo e do satanismo cresce a olhos vistos. Os bzios, 
os tars, os baralhos ciganos; numerologia, mapa astral, cristalomancia, e outras prticas esotricas de adivinhao e feitiaria so procuradas por milhes de desesperanados 
brasileiros - ovelhas sem pastor - como nufragos  procura de uma tbua de salvao. Confiam mais na palavra do pai-de-santo, do Dr. Fritz; mais na palavra dos 
demnios (orixs, caboclos, espritos guias) do que na Palavra de Deus. Para reflexo:

"Mas o Esprito expressamente diz que, nos ltimos tempos, apostataro alguns da f, dando ouvidos a espritos enganadores e a doutrinas de demnios (1 Timteo 4.1).
"Quando vos disserem: consultai os que tm espritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; no recorrer um povo ao seu Deus? A FAVOR 
DOS VIVOS INTERROGAR-SE-O OS MORTOS?" (Isaas 8.19)
"No vos voltareis para MDIUNS, nem para FEITICEIROS, a fim de vos contaminardes com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus"(Levticos 19.31).
"No haja no teu meio quem faa passar pelo fogo o filho ou a filha, nem ADIVINHADOR, nem prognosticador, nem agoureiro, nem FEITICEIRO, nem encantador, nem NECROMANTE 
,nem mgico, nem QUEM CONSULTE OS MORTOS. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas" (Deuteronmio 18.9-12).
"Mas quanto aos feiticeiros...a sua parte ser no lago que arde com fogo e enxofre, que  a segunda morte" (Apocalipse 21.8).
Desnecessrio continuarmos expondo as feridas da humanidade. Muitos reconhecem que a situao no  nada boa. O sistema mundial, quer seja gerido ou conduzido pelo 
Comunismo ou pelo Capitalismo, por governos democrticos ou ditatoriais, faliu. O fosso entre ricos e pobres aumenta. Os dois bilhes de miserveis deste planeta 
so o retrato falado da incompetncia, da prepotncia, do desamor e da depravao do homem. Porm, Deus no est de braos cruzados. Assim como nos tempos de No 
e de L, Ele sabe o dia e a hora e at os segundos em que o seu grande dia - o Dia do Senhor - ter incio. Nos dias de No, Deus vendo que "a maldade do homem se 
multiplicara sobre a terra e que toda a imaginao dos pensamentos de seu corao era s m continuamente", e que "a terra estava cheia de violncia", exterminou 
todos os seres viventes atravs do dilvio. Pela mesma razo as cidades de Sodoma e Gomorra foram destrudas com seus habitantes, por se multiplicarem a violncia, 
a imoralidade e a injustia.

Em nossos dias, a promiscuidade sexual e a maldade dos homens alcanaram nveis insuportveis. O sistema mundial est falido, e no podia ser de outra maneira porque 
"o mundo jaz no maligno"(1 Joo 5.19). Satans  o deus deste mundo, e na sua ao devastadora ele deseja "matar, roubar e destruir". Satans  o maior inimigo do 
homem porque o homem  a obra-prima de Deus. Quando os homens se rebelam contra Deus, ficam automaticamente sob o domnio do Maligno e, nessa condio, os desejos 
carnais predominam: prostituio, impureza, lascvia, idolatria, feitiaria, inimizades, porfias, iras, pelejas, heresias, invejas, homicdios, bebedices, glutonarias 
(Glatas 5.19-21).

Os que amam as coisas deste mundo, ou seja, os que fazem parte do processo mundano; os que esto se sentindo muito bem na prtica do adultrio, das drogas, da mentira, 
da idolatria, da consulta aos mortos, esses no esto vendo nada de anormal  sua volta. A razo  porque esto cegos: "Se ainda o nosso evangelho est encoberto, 
para os que se perdem est encoberto. Nos quais o deus deste sculo cegou os entendimentos dos incrdulos para que no lhes resplandea a luz do evangelho da glria 
de Cristo, que  a imagem de Deus" (2 Corntios 4.4) . Quem est morto no sente o peso do pecado, porque defunto no sente dor. Quem nasce e vive em trevas no 
sente muita necessidade de luz. Quem est atolado em excremento at o pescoo no sente a fedentina ao seu redor. Mas quem est fora do processo, como gotinhas reluzentes 
de leo pairando sobre guas turvas, enxerga, sente e geme diante da situao catica do mundo. Os gemidos dos filhos de Deus so no sentido de apressar a vinda 
do Senhor Jesus, pela pregao do Evangelho. "E ESTE EVANGELHO DO REINO SER PREGADO EM TODO O MUNDO, EM TESTEMUNHO A TODAS AS GENTES, E ENTO VIR O FIM" (Mateus 
24.14).

A Bblia nos diz que Cristo voltar, mas ningum sabe em que dia e hora Ele voltar. O prprio Jesus declarou que o fim viria somente depois que todos os povos tomassem 
conhecimento da Verdade evanglica. A meu ver, isso no elide a possibilidade de estarmos no "princpio das dores".

Parte XIX


666 - Voc tem medo do diabo? 
 
Autor(a): PR. AIRTON EVANGELISTA DA COSTA 
 
E-Mail: aicosta@secrel.com.br - www.palavradaverdade.com


Esta data, 6/6/2006, est mexendo com a cabea de muita gente. J lanaram at um louvor violento para combater as foras do mal. H um alvoroo no ar. Os espirituais 
esto em alerta mximo. Algo fantstico poder acontecer neste dia em que o nmero da besta - "666" - est bem definido. Foras malignas podero fechar igrejas, 
matar crentes, derrubar ministros. 

O ttulo desta matria poderia ser "voc tem medo de gato preto?". Tem medo de sexta-feira, dia 13? 

Deixamos para trs as supersties do Egito, adentramos no reino da Luz e temos autoridade sobre o diabo e seus anjos.  ele, o diabo, que tem de fugir de ns.  
ele que se treme espavorido ao ouvir o poderoso e insupervel nome do Senhor Jesus: "Sujeitai-vos, pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugir de vs" (Tg 4.7). 
No invertamos os valores. No coloquemos os carros na frente dos bois. Se o diabo tivesse poder para acabar com a raa de crentes, j teria feito de h muito. J 
teria acabado com a Igreja. Os satanistas no trabalham apenas em dias determinados. Todos os dias, dia e noite, esto tramando um meio de impedir o avano da Igreja. 
Deixemos que faam suas macumbas e tramias, seus feitios e despachos. Nada, nada mesmo poder atingir os nascidos de Deus, que no vivem no pecado (1 Jo 5.18). 

Pelo que tenho lido, parece que muita gente est com medo de um ataque infernal neste dia seis de junho. O que aconteceu de fantstico no mundo espiritual no dia 
seis de junho de 66, ou no ano 666 antes e depois de Cristo? Nada. O diabo e seus demnios j esto derrotados. H um inferno novinho preparado para eles (Mt 25.41). 
Sabemos que o Maligno age de formas sutil e ardilosa, mas estamos gastando muita munio e fazendo muito alarido com pouca coisa. 

Conta-se que certo homem de Deus foi informado que uma pessoa estava na sala de sua casa e queria falar-lhe. Ao chegar  sala, verificou que era o diabo. Ento lhe 
disse: - Ah,  voc? Pensei que fosse outra pessoa. Depois, retornou tranqilamente aos seus aposentos, e foi dormir. 

 vergonhoso o temor de alguns diante de uma simples conjectura em torno de uma data.  vergonhoso ver a Igreja gloriosa tremendo diante de um supersticioso seis 
de junho, como se o Senhor da Glria estivesse de braos cruzados, impassvel, assistindo aos desmandos das hostes malignas. Vivemos em permanente batalha espiritual, 
no apenas nos dias, meses e anos terminados em seis. Voc est com a armadura de Deus? Se voc estiver com sua vida no altar, firme na Rocha, no tema. Voc  mais 
do que vitorioso.


Estude com f depois de ter terminado os seus estudos, envie seu questionrio com as respostas devidas para o endereo de e-mail: teologiagratis@hotmail.com, se 
assim quiser, logo aps respondido e corrigido o questionrio, alcanando media acima de 7,5, solicite o seu Lindo DIPLOMA de Formatura e a sua Credencial de Seminarista 
formado, tambm poder solicitar estagio missionrio em uma de nossas igrejas no Brasil ou exterior traves da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil 
ou Fenipe, que depois do Estagio se assim o achar apto para o Ministrio poder solicitar a sua ordenao por uma de nossas organizaes filiadas no Brasil ou no 
exterior, assim voc poder tambm receber a sua Credencial de Ministro Aspirante ao Ministrio de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta apostila tem 69 pagina 
boa sorte.

Sem nadas mais graa e Paz da Parte de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo bons estudos.

Reverendo Antony Steff Gilson de Oliveira 
Pastor da Igreja Presbiteriana Renovada de Nova Vida
Presidente da Federao Internacional das Igrejas e Pastores no Brasil ou Fenipe





1
Reverendo Gilson de Oliveira Pastor da Igreja Presbiteriana de Nova Vida
